CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES APROVADAS PELO VII CONGRESSO PANAMERICANO DE ARQUITETOS (HAVANA, CUBA, ABRIL 1950) Tradução: Arqta. F. FRANCO DA ROCHA TEMA I 1. A arquitetura e o urbanismo membramento" das grandes urbes Conclusões das teses apresentadas devem ser uma só disciplina. da mesma "cuenca". pelos arquitetos Wells Bennet e 2. O arquiteto deve projetar co- d) Projetarão uma nova política Johnston, dos Estados Unidos e Joa- mo creador, e ter a seu cargo, como da construção e das obras públicas quim Weiss e Victor Morales, de coordenador, a direção da realiza- em cada cidade, em função sempre Cuba. ção urbanística. de sua "cuenca hidrográfica". 1. Recomenda o Congresso que 2. Que em cada país as Univer-nas escolas de Arquitetura se apro- II sidades estabeleçam um curso para fundem os estudos de materiais de postgraduados, de planificação e co-construçao buscando soluções na- ESTRUTURA BIOLÓGICA SO- ordenação ecológica integral, obri- . cionais e regionais. CIAL DAS CIDADES gatório para todas as profissões e 2. Procurar o equilíbrio entre o Arq. Valentim Perez de Oliveira ramos da técnica ensino científico e o artístico. Neto (Brasil). .-, posteriormente criação de iig: fiSÈTiSSStó }• QUe - deSPertem e deSen" - orSrTd^hoc rrordí SS se incluir °oS e^S dos S^8 nTCrlão°L SSE ™£° >"l f ° '^^ elementos de Urbanismo interesse na creaçao de organis- b) Estabelecimento de um Ser- eiementos de Urbanismo mos de investigação social das aglp- viço Social Coordenado, por meio 4- Considera-se que o Urbanis- meraçoes humanas e a planificação de* "emiines universitárias" nara di mo é uma especialidade do Arqui- orgânica, biológica e social. fo fiT&X^p^grKdt 2. Que se divulguem, para seu das diversas Faculdades e escolas n , . ' ,. estudo, os resultados das experiên- universitárias, que praticarão nas ua tese do arquiteto Alonso Ma- cias realizadas nos diversos paizes Estações-Piloto riscai, em nome da Escola Nacional relativos a planificação e organi- de Arquitetura do México, entitula- zação das aglomerações humanas. IV da Ensino da Arquitetura . „ _. , , 1. Deve se incluir nos progra- arquite^se ^ interesTep^lspec5 "° ARQUITETO E O RECREIO mas estudos complementares ao Ur- arquitetos o interesse pelos aspec PÚBLICO" banismo, tais como a Sociologia, to-s pohticos-sociais das aglomera- u Economia, Higiene, Legislação Ur- çoes humanas, de maneira que pos- Arq. Aquiles Maza (Cuba) uaria ° * sam ter o lugar que lhes compete 9 two OQ in-i,,). „„0 „i,„„0 jq de supremos coordenadores dos tra- 1. É de se recomendar que as 2. Deve se incluir nos planos de m£ & planificação das cidades autoridades locais de cada país le-estudo a educação visual, com pra- B """"^ , rpalÍ7arão de siste-ticas que fomentem o desenvolvi- 4. Que os governos promovam ^em | cab° a ^alizaçacde siste mento da imaginação creadora o estudo da legislação político-so- mas gerals ae espaçamento uar meiiLu ua imaginação ueauuid, . , , s * K dms, parques, públicos desportivos, exercícios de composição abstrata ciai das cidades. balneários) sempre considerando em sua superfície, volume, cor e m que ditos programas devem ser con-textura. cebidos e resolvidos dentro dos de- á. Deve se recomendar o des- "Coordenação e planificação eco- lineamentos totais dos planos para dobramento das matérias do curso ,, yuufu«uv«u e pwmni.di,du eçu r„„]Í7„n5r. H fnnrãn edura em seus dois aspectos: o teórico e lógica integral para cuencas (Ba- a realização de sua função educa o prático, formando o "atelier" in- «a hidrográfica). Arqs. Guilherme tiva. tegral, no qual se faça a síntese de RosselLorenço Carrasco e o ecolo- 2. E de se recomendar a apro- aplicação dos conhecimentos teóri- S° E- Crozat (México). ximaçao e colaboração das corres- cos. 1. Que em cada nação se cons- pondentes organizações locais de 4. Devem se formar seminários tituam, nas principais grandes ur- cada país com a "Associação Inter- de matérias afins, para estimular bes, comissões de coordenação e nacional da Kecreaçao . a investigação e preparar os futuros planificação ecológica integral, for- professores. mada fundamentalmente por ecólo- v gos, urbanistas e arquitetos, au- «a CASA RURAL" Da proposição n" 5 do Sr José xiliada por um corpo de cientistas V. Rivarola, da República Argenti- e técnicos dos divesrsos ramos do i ^ue" se recdmendf aos eover- na "Planos de Estudo" conhecimento. í- wue se lecomenue aob govei na, rianos ae jwreuao • . . . nos de todos os países construam 1. A racionalização dos planos Estas comissões deverão estar modelos de casas rurais em dife- de estudo da carreira de Arquiteto apoiadas pela ação governamental rentes regiões de cada país utili- e programas de suas respetivas ma- e a iniciativa privada. zando Qs ^ateriais locais da 'região, • terias, sobre a base da verdade a) Cada comissão projetará o cuidando dos serviços sanitários e acerca das possibilidades de seus planejamento integral do aprovei- de água, e fazendo evidente a ne- desenvolvimentos efetivos. tamento ecológico, em forma per- cessidade de estabelecer uma coor- _ . „ „ «pwoTOr,» manente, da "cuenca" hidrográfica denação útil e frutífera com o meio Da proposição n. 6 EM SIM O a qUe pertence, em coordenação ambiente, a produção e os meios apresentada pelos arquitetos Carlos com a comissão das outras grandes de vida de cada região, para es- G. Gavazzo, Leopoldo C. Artucio e urbes que existam na mesma "cuen- timular o interesse do campesino Alfredo Altamirano, do Uruguay. ca". Ditas comissões se integrarão no melhoramento da vivenda rural 1. Os planos de estudo que re- em uma Corporação de Planeja- e portanto do indivíduo, dentro de gem a formação do arquiteto de- mento e Aproveitamento Ecólogo suas possibilidades econômicas, vem basear-se na obtenção por par- da "Cuenca". te do aluno de uma ampla cultura fe) Egtas corporações, p0r sua VI humamstica, de um sentido crea- „Q_ .„;„ „™4.„Lja. m. „m» ron dor vinculado à realidade local T V l? ° controladas por uma Cen- <<0 CRESCIMENTO DAS CIDA- o vl"LUlduu d.lc,T, j trai Nacional de Corporações e de- -p.™ w A rT Ad^TFTPArÃO VTAT " 2. E imprescindível proceder a verão ger organismosH de acão per- ° f t,u 7 o + ^ u uma rigorosa seleção vocacionai do manente, que estudarão e organi- Arq. Alberto Prieto (Cuba) aluno, como base para uma capaci- zaY&Q Q aproveitamento ecológico 1. As estradas de ferro de cotação eficiente. dog recursos naturais de cada "cuen- municação entre diversas cidades 3._ O ensino deve atender a íor- ca„ hidrográfica, procedendo por devem ser tangentes á sua periferia. eTãoYsoma1'cíec&SSS "sub-cuencas" ou "cuencas interio- 2. As vlas.parques, as vias ar- sino extensivo) ¦ teriais e de circulação rápida, de- c) De acordo com o planeja- vem se estabelecer como acesso li- TEMA II mento referido, as comissões pro- mitado, e os direitos da proprieda- "CIÊNCIA E ARTE EM URBA- jetarão os diversos centros de po- de privada adjacente devem se li- NISMO E ARQUITETURA" pelo voação que se crearão na "cuenca", mitar quanto á sua utilização para arquiteto Henry S. Churchill (Ê. U. e por meio dos quais se efetuarão outros fins diversos aos básicos da A.). Conclusões aprovadas. o "descongestionamento" e "des- sua creaçao.