NO INSTITUTO DE ENGENHARIA Com a presença dos Senhores: ENG.° RENATO DE SOUZA NOGUEIRA — Representante do Sr. Secretario da Viacão; ÁLVARO DE SOUZA LIMA — Presidente do Insti- DR. ALVARO DA CUNHA BASTOS — Representan- tuto de Engenharia; te ao Magnífico Reitor da Universidade de São WALTER SÓCRATES DO NASCIMENTO — Presi- Paulo; dente da Sociedade dos Engenheiros Municipais DR. VALENCIO DE BARROS — Representante da de Sao Paulo; Soe. Amigos da Cidade; ENG.° JOAQUIM ALCAIDE VALLS — Secretario de OSWALDO BRATKE, Arquiteto — Presidente do Obras e Serviços Municipais e Representante do Instituto de Arquitetos - Secção de S. Paulo; Sr. Prefeito; PROF. HENRIQUE LEFEVRE — Representante da DR. EGBERTO MAIA LUZ — Representante do Sr. Escola de Engenharia Mackenzie; Governador do Estado; DR. JAIR RIBEIRO DA SILVA — Representante da DR. FREDERICO BEZERRA DE MENEZES — Re- Associação Comercial; presentante do Sr. Presidente da Assembléia Le- DR. GELSON ARANTES LIMA — Representante dos gislativa do Estado; Médicos da Municipalidade; CAPITÃO CID DULCE LYRA — Representante do ENG.° FRANCISCO MACHADO DE CAMPOS — Re- Sr. Comandante da 2.a Região Militar; presentante do Idort. Realizou-se no INSTITUTO DE ENGENHARIA a 8 de Novembro a palestra anunciada para comemorar o dia do URBANISMO, pronunciada pelo ENGENHEIRO ARQUITETO — CARLOS ALBERTO GOMES CARDIM FILHO, DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE URRANISMO. Manifestei o desejo de não falar orientar o crescimento da cidade, vi- funcionais, conforme tivemos opor- nesia noite, pois melhor seria que sando sempre a defeza desses pre- tunidade de verificar, neste lugar estivesse um dos mes- ciosos elementos. Não querendo ir muito longe, nos três de urbanismo, estranhos à Mu- Cas0 contrário, surgirá uma for- Estados Unidos e mesmo em Mon- nicipalidade, para apontar-nos com mação de aglomerados humanos tevidéu, o programa de maior área a fineza de suas observações alguma transformados em cidade de tortura, para espaços livres, é um fato com cousa de útil, em sua critica cons- meio propici0 à abertura de mais a aquisição sistemática de grandes trutiva, sobre os assuntos citadmos, hospitais, estimulando uma geração propriedades arborizadas, de forma dizendo-nos, no melhor dos enten- irritada e insatisfeita porque não a paulatinamente, serem prepara- dimentos, as suas observações acer- vê 0 céu 0 ar lhe falta e 0 verde é das, para funcionar como parques ca do que foi feito e do que devemos transformado no preto do asfalto públicos. r' dos calçamentos. Justamente o inverso fazemos Mas, infelizmente, para os que Dessa maneira formamos um nos Pois Para espaços nessas condi-me ouvem, tal não sucedeu e outro imenso lar coletivo onde o "homem ǰes lançamos um imposto territo-remedio, desde que aqui vieram £ 0 pior inrmig0 de si mesmo" no "&1 1ue °briga ° fracionamento da honrar-me com a sua preciosa aten- dizer de um grande urbanista. area e a sua venda em lotes. O ção, não ha sinão suportar as nossas b ' Parque Antantica é uma verdade notas sobre os problemas da cidade. As massas das construções crês- dos nossos dias, dentro da cidade; a Wnip Pm tnrln n m„nrin é rw™ cem em altura e em area' com Granja Julieta em Santo Amaro, Hoje, em todo o mundo, e come- ocupações quasi totais, tirando o sol, outra vítima de imprevisão urba- morado "o dia universal do Urba- 0 ^ 0 ^uco de verde das nossas estica mipievisao uroa msmo . Nascida essa idéia feliz em cidades; mascara-se a cidade com nl^La- 1934^ em Buenos Aires, na direção uns pontos verdes e arvores alinha- Felizmente ainda e lembrada a do Plano de Urbanização, e com ela d esqueléticas, como as sacrifica- formação das cidades jardins, por o símbolo do Urbanismo, teve logo dag do progresso. Enquanto isso se intermédio de grandes companhias aceitação mundial, o batismo de Pa- da ag andes chacaraS; as granjas, territoriais, mas formadas em ter- ris, e a aprovação dos demais pai- maravilhosos naraues oarticula reno ]a desPld° de vegetação, exi- zes europeus e americanos. ^TrSaTXSÍ^o gmdo.muitos lustros para formação u Feliz o símbolo na sua concepção sendo retalhadas em lotes, com no- d° estético rep°USante' hlglem" "Ar, Sol, Vegetação", a trilogia de vas ruas creando novos problemas elementos naturais e essenciais pa- e Vendo-se absorvidas pelas cons- Eis porque entram os elementos ra a vida humana, representados trucões. No entanto o que se pro- azul- ouro e verde na bandeira do pelo azul profundo, o astro rei e o j é inv urbanismo, numa permanente ad- verde da folhagem, vale dizer ar . F , ' vertencia as cidades, no sentido de puro, sol vivificante e vegetação sa- criam-se espaços verdes nos luga- protegerem a natureza para melhor lubre". res onde as bombas da ultima guer- viverem em coletividade. ra arrazaram quadras inteiras e fi- A melhoria da vida humana, com zeram destruicões em massa Os ^ai a razao porque o urbanismo todo p progresso da técnica não po- urbanistas procuram formar novos ¦ P^^ ^m sido rigoroso na defe- de dispensar esses três elementos , . , , ,. , sa do pouco espaço que nos resta e essenciais da natureza, e a defeza, bairros saiubres e dignos da nossa tem procurado sempre salvar al- do ar, o acolhimento do calor e a civilização, como se processa na gumas reservas formadas, por aque- proteção e formação da vegetação. grande Londres, na França, na Ita- jes antigos habitantes que tão bem O urbanismo deve te-los sempre em lia; zonas insalubres de cortiços são compreendiam e amavam a nature- consideração, em seu programa de transformadas em bairros alegres e za. Santo Amaro, Itapecerica, Osas- IrjÇ* ACROPOLE •L O NOVEMBRO — 1950