AZULEJOS ANTIGOS ^ E MODERNOS A tentativa hodierna no sentido de fazer A Holanda colocou-se na vanguarda, co- ressurgir a aplicação de azulejos pintados mo grande apreciadora de azulejos pintados, eqüivale a um retrocesso, consciente ou in- e tornou-se a maior consumidora do produto consciente, a eras de antanho. Os azulejos espanhol. Todavia, a dificuldade do transpor- multicores são originários do Oriente, onde te de enormes quantidades de azulejos neces- eram conhecidos e apreciados, há milênios, sários para revestir vestíbulos e corredores como revestimento das paredes de palácios inteiros fêz com que florescessem, logo, as principescos, às quais davam realce com sua poucas fábricas neerlandesas. Já em meiados maravilhosa beleza, sua limpeza e frescura. do século XVII conquistou grande fama, ao lado de Haarlem, Rotterdam e Amsterdam, A Espanha foi o primeiro país europeu a . ',-" , ' ,,, * ' ri- principalmente Delft que veio a ocupar posi- adotar, no século XVI, qracas ao islamismo, , . , , a ' çao predominante no mercado europeu, que essa espécie de adorno das paredes e passou \ . . , , . , , , ,, r c r esse centro industrial soube manter ate ao- conseqüentemente, a guarnecer, emprestando- , . YJY lhes magnificência, seus palácios e castelos de grandes painéis compostos de azulejos, nota- Tornou-se a Holanda, por seu turno, a damente em Valência e Madrid. Um dos mais fornecedora da Europa. Estimulada, grande- notáveis é o enorme painel de Francesco Nic- mente, pela porcelana chinesa que vinha sen- culoso que o mandou pintar e cozer, em 1503, do importada, em volume continuamente para o Alcazar de Toledo. Não tardou que as crescente, desde os meiados do século XVI, manufaturas de faiança da Espanha se tor- foi particularmente, Delft que tentou voltar nassem famosas e fornecessem seus produtos, sua atenção especial tanto para a nova moda- isto é, azulejos e louça, a todo o mundo. lidade de pintura leve como para a combina- qqa ACROPOLE uOO DEZEMBRO — 1951