sabe que poderosa base legal e que fôr- minam a pujança da cidade suavizar o planos examinados tem crescido muito ças, sociais, políticas e econômicas sus- afan que movimenta sem parada a nós mesmo como efeito da ação municipal tentam o planejamento inglês, que pre- paulistas, que nos torna impressionantes contra a abertura de novas ruas clandes- parou bases sólidas para o desenvolvi- aos olhares de fora, acostumados mesmo tinas. Em 1950, a Divisão do Plano Ge- mento futuro dos planos regionais e lo- a organizações urbanas de escala maior, rai examinou 82 arruamentos novos, em cais, e qual a mentalidade geral reinan- que é nossa característica mas nos custa 1951, 107. Neste ano, até outubro ape- te naquele país, enquadrada e com plena energias desperdiçadas, energias que o naSi ja 91. consciência dos problemas a enfrentar e planejamento pode e deve poupar para „ 1948 Q pepto de Urbanismo ex-resolver. Mas assim mesmo, apesar do melhor emprego, procurando curar-nos pediu 17 alvarás de arruamentos novos, ato de planejamento de 1947 exigir a da furiosa pressa de que já não nos lg4g __ -^g em 19gQ míCj0 das san. apresentação dos planos de desenvolvi- apercebemos mais, tão habituados a ela, ~e£, g dog nov'os processos de aprovação mento até 1.° de Julho de.*.1951, muitas como os heróis de Pirandello — "que g„ __ 19g^ 72 e em 1952 até outu- autoridades locais iriam pedir prorroga- vivem agitados a própria loucura, sem . aüenas 50 ção do prazo, especialmente devido ao ter dela ciência e sem vê-la." — Come- ., . . , .,j- , j ¦ Muito bem, — esta sendo respeitada tempo tomado pela vastidão das cônsul- çando por preocupar-nos primeiro da , . . -j , , , . a lei. — mas eis que continua a transte- tas e pesquizas necessárias. Nesta mes- cidade do que de suas cousas, planejam ' * . , ., . , jj-íiajíj-, * rência de terrenos desorganizado para ma data, apenas seis planos, em todo o do e depois fazendo. Adotando o ilustre . . , -. ... „, a categoria de terreno urbano apenas pais, foram apresentados, e dois aprova- pensamento socratico expresso por Pia- s _ . . • , ,,..... T . _ ,- „,,- j pela eralizaçao de trabalhos de topogra- dos pelo Ministério. Isto mostra quão tao: "Nao devemos nos preocupar com " v ° , , , , ., .j j . j j fia e de terraplenagem, com a subse- eomplexo e' de que enorme base de da- as cousas da cidade antes do que da ... . , „ .. ' . „ ., , ,, nuente creaçao, próxima ou remota, de dos e trabalhos necessita a questão pia- própria cidade." ' * 1 «¦ , encargos para os poderes públicos, que nejamento, e com que circunspecção de- E reconheeendo 0 carater social e c0. naQ ^ meios atender a todos A ve se chegar a ela, reconhecendo a 1 *• ., 1 • * i- ^ , .. ..... s . ' , , , _ letivo do planejamento, a ser realizado planta geral de todos os serviços exis- utihdade e necessidade da elaboração gm conjunto e nSo isoladamente pelo tentes na cidade sobreposta à da locali- contmua e nao esporádica dos planos. indivíduo> pois destina-se à procura da zagã0 da população que veremos mais De fato, a lei inglesa exige a revisão melhor solução para a vida de todos e tarde vai nos mostrar isto com toda a qüinqüenal dos planos, conceito que nao n&Q de um Qu mesmQ poucQf, fatQg sQ_ ^^ teria sentido se não houvesse um corpo cial coletivü mais do j j técnico a estudar e elaborar continua- aruuitetura a exigir trabalho de ecmi- permite o alastra- mente os meamos nara arlat-5 ln= ás arquitetura, a exigir traoaino de equi- mento da cidade com padrões de uma mente os mesmos, para aoata-ios as orientadas. Também nisso nos socor- mnriotrina uniformidade inoreânicos há circunstâncias técnicas e vitais superve- ,. sabedoria „ue afirma Dela- Da. monótona uniformidade, inorgânicos, na nientes Diz o urbanista Beaufov falan sabedoria, que afirma pelas pa um ó remédio Como já vem sendo acon- mentes Diz o urDamsta Beaufoy, talan Javras de platgo pensamento é um qplt,.,n hA a„n„ . romo foi Drol)(Kt(1 ea do dos trabalhos de planejamento de seu . t j , colaboracao viva disCussão ^lhado ha anos e como foi proposto ca escritório- "A validez de nossos conceitos colaDoraçao viva, discussão tegòricamente no estudo geral que fize- escntono. A \audez de nossos conceitos polêmica, em suma processo dialético. mn„ „obT,„ nI.„b]„ma „m 1950 iá atuais sobre métodos e técnica de plane- -Quando alguém pensa sõsinho sai logo problema em 1950, ja iamento será continuamente ensaiaria «"ando alguém pensa sosmho, sai logo citado: sendo impraticável a expropria- jamento será continuamente ensaiada & procura de outr0 a quem mostrar 0 romm-a ou a nermuta de todo com os técnicos das autoridades planeja- DrÓDrio pensamento e com êle assegurar S compra çu a permuta de todo doras, pois todos devem ficar ao par de !f de suf verTclriade " asseSurar o solo urbamzável realizando para ele qualquer novo desenvolvimento." veracidaae. uma base enfitêutica pela qual poder-se- Nestas nossas palavras abordamos es- ja impor o planejamento, é mister modi- A idéia de preparar planos como po- pecialmente o terceiro dos pontos essen- fjcar radicalmente a lei de arruamentos dem ser preparados quadros para um ciais sôbre que se baseia a planificação obrigando a inversões vultosas de capital certame de pintura está já na história urbana, isto é, o conceito dinâmico e a nas especulações deste gênero, exigindo- do passado no campo real da matéria, e continuidade na elaboração dos planos. se obras fundamentais de melhoramento o trabalho organizado no tempo por Examinemos agora os dois outros pon- sôbre os terrenos para consentir em sua equipes de técnicos conhecedores do tos, isto é a extensão regional do plane- venda no mercado imobiliário. — Vou assunto, em geral e localmente, não pode jamento e sua organização nuclear. ier aqui uma passagem da palestra refe- ser substituído por improvizações auda- Neste exame vamo.nos socorrer de ai- rida que a meu ver exprime claramente ciosas, não arraigadas localmente e que guns planQS fle cidades da Europa e da este conceito:— possam sentir a profunda complexidade América e de nossa própria Capital, en- «NoSso pensamento volta ao problema e vitalidade dos problemas a tratar. Por trelaçando os assunstos à medida de sua do piano de extensão da Capital. Disse-isso é que insistimos na necessidade de oportunidade, estabelecendo preliminar- mos facilitar os arruamentos legais e maior aparelhamento e maior carateriza- mente alguns pontos ja tocados em ou_ ^^ Qg transgresores é funsão da çao dos trabalhos próprios do Departa- tras ocasiões mas ainda de extrema opor- Prefeitura Mas facilitar até que ponto? mento de Urbanismo de nossa Prefeitu- umidade. Pois continuam sendo os pon- Aqul cabe o plano de extensão: êle dera e de melhor compreensão das atribui- tos sôbre os quais a nosgo ver> esta ba_ terminara onde e como poderá se de-çoes da Divisão do Planejamento Geral, seado qualquer possível progresso subs- senvolver a cidade Mas, é necessário um não sendo possível confundir suas fun- tancial nQ planejaInento. meio que permita a realização prática da ções com as de mero escritório de pro- limitação da cidade sem ferir, ao sabor jetos de detalhes, que caem á fase já Em primeiro lugar, o fenômeno do ""^ . , . . ___- ,imita ... , o-, dos caprichos pessoais, impondo limita- de desenvolvimento dos planos parti- arruamento particular. Sobre o assunto v *" „„„DO„6r.ÍQ 0 _.. . . ., . . cões contra a natureza, a necessária e culares. O caminho já andado pode ser parece que nos exprimimos ja bastante -uco _ ___ „„„„„ „„^ , . j natural expansão da mesma. A nosso ver, acelerado, e no decorrer de 1954 poderá claramente e com a extensão que o fato "'" . " . .... - „^r.í„^, r1o , . -.^m este meio e a modificação radical ua ser apresentado algo de substancial no merece em palestra escrita em 1950 e eau= „,„