vestiário, as lojas e os recintos pa-uma caixa, etc. Mediante carrinhos especiais podem ser transportados, facilmente, até 20 dúzias de pratos entre a copa de lavagem e o salão de festas. O hotel é abastecido, por hora, de 100.000 m3 de ar fresco, graças a 24 aparelhos condicionadores de ar de diversos tipos. No terceiro andar subterrâneo acham-se instalados 11 aparelhos condicionadores de ar que servem os restaurantes que ocupam os três andares do sub-solo, bem como o andar térreo. Tais instalações de ar condicionado são providas de ventiladores centrífugos duplos e, em parte, também de baterias frias e quentes. Durante o inverno o ar é aquecido, segundo a necessidade, a 10°C, antes de passar pela instalação de ar condicionado. O ar é purificado mediante filtros automáticos e, em seguida, aquecido à temperatura desejada e, finalmente, levado aos respectivos locais. Conforme o consumo de calor nos diferentes locais, introduz-se nos mesmos, automaticamente, ar frio ou quente. Ao grande salão de festas o ar é conduzido através de orifícios no teto. Além disso a possibilidade de se introduzir ar também através das paredes laterais. O ar viciado é desviado pelo centro do teto. Os recintos para reuniões são providos de ar através de grades ou aberturas estreitas no teto. Se em certo local se fumar muito, abaste-cer.Se-á o mesmo de grande quantidade de ar mediante uma instalação de ar condicionado sempre de prontidão. Nos quartos existem dispositivos arejadores e nas janelas pequenas válvulas de arejamento. Ao instalar-se o centro térmico deve-se levar em consideração a situação dos compartimentos, acima ou abaixo do rés-do-chão. Mantém-lada automaticamente mediante medidores sensibilíssimos que se en-se uma temperatura constante nos pavimentos. A temperatura é regu- O combustível para o aquecimento é óleo; pode-se, todavia, usar também, a qualquer tempo, sem aenhuma modificação na instalação, combustível sólido. A superfície de aquecimento total é de 180 m2. O contram ao ar livre, centro térmico aquece, igualmente, o ponto de parada do metropolitano. O que, entretanto, mais do que a perfeição técnica do gigantesco aparelho impressiona o arquiteto que visite o hotel é a pujança da aparência artística que envolve todo o edifício. Foram conseguidos efeitos extraordinários notadamente na escolha das cores, sendo, portanto, possível, que no Hotel Malmen se tenha inaugurado uma nova era na aplicação de cores na arquitetura moderna. Observou-se aí, engenhosamente, o princípio do contraste entre cores de tons cálidos e frios e a gradação, de fora para dentro, da escala cro-mática. As fotografias reproduzidas não nos comunicam, infelizmente, uma idéia a respeito. O revestimento da fachada é totalmente liso. Sua quadriculatura não se evidencia como relevo, mas apenas como lineamento colorido. Na pintura da fachada foram empregados os tons de cores seguintes: oranco, cinza-frio, cinza-cálido e verde-claro-frio, e na pintura dos caixiihos das janelas os tons amarelo, branco, azul-frio, vermelho-frio e azul-cálido. Não é possível descrever o efeito dessa combinação de cores; ela causa profundo arre-batamento, ao se vê-la pela primeira vez. Essa obra-prima não é fruto da casualidade. Nela foram aproveitados os êxitos alcançados por Asplund na coordenação de aberturas funcionais-diferenciadas de janelas em uma quadriculatura de fachada por êle executada na ampliação do Paço Municipal de Goteborg, bem como as experiências anteriormente colhidas, quando da concepção da fachada do Paço Municipal de Arsta. A combinação de cores e a ornamentação da frente externa estendem-se pelo vestíbulo a dentro, atingem a escadaria, os elevadores, etc. e aumentam, gra-dativamente, nos corredores dos pavimentos do sobresolo. O revestimento de borracha do piso dos corredores é intensamente marmo-rizado em tons cinza-cálido, cinza-frio, azul e verde. Os desenhos provocam uma ilusão óptica, reduzindo as distâncias. Variaram-se três desenhos diferentes em três matizes diferentes, de sorte que. cada pavimento apresenta uma combinação de cores próprias e inconfundíveis. Os batentes das portas são pintados, ao passo que as folhas das portas são folheadas de faia ruiva. A tonalidade das cores, nos quartos do hotel, revelam particular cuidado, visando atingir o máximo em conforto. As paredes testeiras das janelas são pintadas em tom mais escuro, de modo que os quartos pa- recem ser mais largos. O teto, algo mais baixo, das pequenas entiadas que dão acesso aos quartos é de côr viva que imprime, igualmente, maior efeito ao ambiente. O ponto culminante do jogo de cores é atingido no andar do salão de festas, de onde, se irradia por todo o edifício, conseqüentemente, uma atmosfera animadora, alegre e festiva. Não se tem, absolutamente, a impressão de estar no subterrâneo e não se percebe, que as paredes são desprovidas de janelar O Hotel Malmen representa um exemplo, também, no tocante ao vasto campo de atividade que aí foi reservado ao artista. Desde a decoração fascinante dos recintos para festas até o esmero gráfico dos cardápios e dos folhetos de propaganda centenas de detalhes revelam o gosto apurado de artistas geniais. Provoca surpresa a longa relação de. nomes de artistas — tal é a impressão geral do conjunto. Citemos, resumidamente, apenas o protetor de paredes de madeira "teak" concebido por R. Nilsson e os tecidos ideados por Marianne Richter e Gunilla Lagerbielke, no restaurante; os alto-relevos de es-tuque colorido, de E. Erikson, no vasto salão de festas; os maravilhosos tapetes de, Barro Nilsson, no "salão vermelho"; a "parede azul", na grande galeria, de Olle Gill; os serviços de porcelana, de Stig Lind-berg; a indumentária do pessoal de serviço, concepção de Alli Pekonen. As paredes dos quartos ostentam magníficas aquarelas e estampas de artistas da nova geração. Desdobram-se aí excelentes perspectivas para a aplicação decorativa da arte abstrata e para a educação do gosto do público. FIG. 4