CONSTRUÇÃO: OTTO MEINBERG Á entrada da fábrica com portaria e cabine primária da força. nica propriamente dita. Para obter-se bom resultado é necessário, portanto, começar pela distribuição das seções e das máquinas da fábrica, obedecendo-se ao melhor modo de fabricação, seqüência das operações, facilidades de transporte, fazendo o assim chamado "lay-out". Esta parte do trabalho é, geralmente, confiada aos especialistas no estudo da racionalização da produção, os quais colaboram com os próprios engenheiros da indústria em apreço. Uma vez elaborado o "play-out", deve ser estudado o sistema de movimento do produto em fabricação, pravendo-se os meios de transporte adequados aos tipos de produtos a serem fabricados, estudando-se, ao mesmo tempo, o movimento de materiais auxiliares, as facilidades para a passagem dos operários, etc Tendo-se delineado assim a parte interna dos elementos da própria fabricação, processar-se-á, em seqüência, o estudo das instalações exigidas pelo processo de fabricação, pelas máquinas, meios de transporte e outros equipamentos auxiliares. Neste ponto do trabalho, obtém-se como resultado a área necessária e a forma do prédio mais adequada para o estabelecimento fabril em estudo, podendo-se determinar, portanto, as necessidades de iluminação, ventilação, bem como a forma e o perfil do prédio. Resta, portanto, projetar um "envólucro" para o equipamento industrial, dando-lhe a forma arquitetônica mais apropriada. Como é fácil perceber-se pela descrição acima, a maior parte do trabalho no projeto de uma fábrica reside nos estudos preliminares que servem como base para a parte do projeto arquitetônico. Infelizmente nem sempre as fábricas são projetadas deste modo, sendo em muitos casos simplesmente construido um galpão com dimensões não baseadas em qualquer estudo técnico, sendo somente depois dispostos as máquinas e equipamentos, da melhor maneira possível no prédio já construido. Como resultado deste procedimento inadequado, aparece sempre a necessidade de várias adaptações, demolições, acréscimos, etc, cujo custo ultrapassa, certamente, à despesa de um projeto industrial completo. Como exemplo de um estabelecimento industrial executado dentro das normas da verdadeira arquitetura industrial, apresentamos a nova fábrica da Metalúrgica Eiva S. A.. Essa empresa fabrica vasilhames de folha de Plandres, de diversos tipos e tamanhos e, devido à variedade do produto e principalmente ao grande volume de produtos em fabricação, um dos problemas primordiais no projetamento era o de prever-se o modo mais fácil, rápido e curto de movimento do material pelas várias seções de fabricação. Fachada lateral, vista de trás da fábrica, tem janelas protegidas pelo quebra-sol, por ser exposta ao oeste. Hall de entrada para os escritórios, com piso revestido de marmorite preto, parede curva revestida com cerâmica São Caetano e escada de concreto em balanço. A janela oferece vista para o interior da fábrica.