Prêmios de aquisição Pintura — Prêmio Caixa Econômica Federal de São Paulo (Cr$50.000,00), a Paulo Rissone (Itália); Prêmio Metalúrgica Matarazzo S/A., (Cr$50.000,00), a Giuseppe Santomaso (Itália); Prêmio Moinho Santista S/A., (Cr$50.000,00), a Peter Lubarda (Iugoslávia); Prêmio Jóquei Clube de São Paulo (Cr$50.000,00), a Friedrich Vordemberge Gildewart (Holanda); Prêmio Felício Lanzara (Cr$30.000,00), a Antônio Tapies (Espanha); Prêmio Probel (Cr$30.000,00), a Geraldo de Barros (Brasil); Prêmio Vidro Plano Ind. Paulista Ltda. (Cr$30.000,00), a Gaston Bertrand (Bélgica); Prêmio Metalúrgica Giorgi S/A. (Cr$25.000,00), a Luís Martinez Pedro (Cuba); Prêmio Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Cr$20.000,00), a Ivã Serpa (Brasil); Prêmio Flavio de Carvalho (Cr$ 20.000,00), a Alexandre Wollner (Brasil); Prêmio Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Cr$ . . . 10.000,00), a José Fábio Barbosa da Silva (Brasil); Prêmio Museu de Arte Moderna do Rio de, Janeiro (Cr$10.000,00), a Alfredo Hlito (Argentina); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (Cr$10.000,00), à pintora Elisa Martins da Silveira (Brasil). Escultura — Prêmio Caixa Econômica Federal de São Paulo (Cr$50.000,00), à escultora Maria Martins (Brasil); Prêmio Jóquei Clube de São Paulo (Cr$ 50.000,00), ao escultor Georg Brenninger (Alemanha); Prêmio Sul-América Terrestres e Marítimos (Cr$ . . 50.000,00), ao escultor Alexandre Calder (Estados Unidos); Prêmio Cia. de Seguros da Bahia (Cr$30.000,00), ao escultor Wander Bertoni (Áustria); Prêmio Ziro Ramenzoni (Cr$30.000,00), ao escultor Caciporé Torres (Brasil); Prêmio Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Cr$20.000,00), à escultora Mary Vieira (Brasil). Gravura — Prêmio Inês F. Carraro (Cr$ .... 20.000,00), ao gravador Gustav Kurt Beck (Áustria); Prêmio Nenê Poci Mediei (Cr$20.000,00), ao gravador Marcelo Grassman (Brasil); Prêmio Cristais Prado (Cr$15.000,00), ao gravador Henri Georges Adam (França); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (Cr . . . 15.000,00), ao gravador Artur Luís Pisa (Brasil). Desenho — Prêmio Nadir Figueiredo S. A. (Cr$ 15.000,00), ao desenhista Aldemir Martins (Brasil); Prêmio Cristais Prado (Cr$15.000,00), ao desenhista Otto Pankek (Alemanha); Prêmio Arno S/A. (Cr$ 10.000,00), à desenhista Hilde Weber (Brasil). Prêmios Especiais — Os dois prêmios especiais de aquisição de Cr$40.000,00 instituídos pelo Círculo Italiano e pela Câmara Italiana de Comércio de São Paulo foram, respectivamente, atribuídos aos artistas italianos Bruno Saetti (pintura) e Marcello Masche-rini (escultura). Prêmio Fiat — (Liras 1.000.000,00), ao pintor Antônio Bandeira (Brasil); Prêmio Câmara de Comércio Francesa de. São Paulo e do Rio, ao pintor Léon Gischia (França). Resolveu ainda o Júri de Premiação aconselhar o Museu de Arte Moderna de São Paulo a empregar o fundo de aquisição de Cr$100.000,00 (B. E.) e o fundo de aquisição de Cr$50.000,00 (Morganti), na compra de, obras dos seguintes artistas: C. Karel Appel (Holanda), Maria Helena Vieira da Silva (França), Afro (Itália), Pierre Soulages (França) e Abhramo Palatinik (Brasil). Tendo o Museu de Arte Moderna organizado a exposição Picasso como homenagem especial ao grande mestre, e havendo o mesmo concordado em ser considerado "hors concours", não foram as suas obras apreciadas pelo júri para a concessão dos diversos prêmios. Quanto às exposições retrospectivas, como as do cubismo, futurismo, Munch, Kutter, Klee, Ho-dler, Visconti, "Paisagem Brasileira" e outras, dada a intenção puramente cultural de sua organização e o seu caráter histórico, não foram submetidos tampouco ao júri de premiação os artistas que as integraram. O abstracionismo na Bienal Ao se percorrer os salões da Bienal, uma impressão domina: a grande proporção de obras abstra-cionistas. Esta corrente de arte contemporânea é de fato apresentada em tal quantidade que uma conclusão se torna patente para a maioria dos espectadores: o abstracionismo é a tendência univexsal, seguida pela grande maioria dos artistas do mundo, última etapa e conclusão à qual chegaram na França, no Japão, na Inglaterra e... no Brasil! É o que há de mais "moderno", verdadeiro símbolo e sinônimo de arte contemporânea. Ora, isto não nos parece refletir de forma alguma o panorama da arte de nossos tempos. Assim como existe a tendência abstracionista, existem outras, talvez até mais numerosas e mais fundamentadas histórica e esteticamente. Porque estas correntes quase não figuram da II Bienal (como aliás, deixaram de aparecer na primeira)? Porque existe este evidente espírito preconcebido de apresentar uma só tendência como dominante e universal? A incompleta visão do panorama de arte contemporânea traz, a nosso ver, duas graves conseqüências. Primeiramente, abre um abismo ainda maior entre público e artista; os inúmexos curiosos que para lá vão, pensam ver "arte moderna", apresentada com P. Picasso, "Maternidade"