As reformas do Teatro Municipal de São Paulo em debate. Em primeiro lugar apresentamos os têm sido alvo de grande discussão entre os estudos e projetos do arquiteto-responsável, Tito nossos arquitetos, artistas e figuras de repre- Pistoresi sobre as modificações e melhoramentos sentação nos meios culturais e sociais da Capital. previstos e em andamento no Teatro Municipal. A Revista Acropole, no seu afã de bem informar aos seus leitores, resolveu colocar o problema A REFORMA DO TEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO ARQ. TITO ROUCHT PISTORESI Os projetos — do autor — se acham consubstanciados em três etapas, servindo como respostas aos comentários havidos anteriormente, bem como de outros, que serão respondidos também mais adiante por meio de estudos e projetos, executados para a RESTAURAÇÃO DO TEATRO e na altura de tais comentários, como também de uma completa satisfação daqueles- que amaram o Teatro Municipal. a) A parte correspondente ao palco cênico e as suas dependências subsidiárias e de ordem técnica localizada nos fundos do Teatro. b- A parte reservada ao público propriamente dito, ou sejam, pórticos, bilheterias, vestíbulos, escadarias, corredores, salão nobre, bares, fumoir, museu, com-partimentos de toiletes, guarda-roupa, compartimen-tos sanitários para senhoras e cavalheiros, elevadores, saguões, grande hall, platéia, frizas, camarotes de diversas ordens, balcões, tribunas das Autoridades, galerias, anfiteatro, biblioteca, os reservados para os Canais da Televisão e etc. c) A parte da administração, da diretoria, do diretor artístico e técnico, da imprensa, da contabilidade, do caixa, do aimoxarifado, do arquivo, das bilheterias, etc. PRIMEIRA ETAPA Verificamos inicialmente não ser exeqüível, dentro das restrições que norteiam o projeto, ampliarmos, além dos 7 andares, como constamos na área útil a ser ocupada pelos camarins, coros, salas dos maestros, comparsas ,peruchiria, sapataria, bailarinos e bailarinas etc, pois, qualquer excesso de andares ou pavi-mentos além desses, viria inapelàvelmente desequilibrar a harmonia de conjunto, quer interna como externamente, dando em qualquer época e qualquer ângulo de visão, mesmo ao observador leigo, a certeza de ter havido "reforma" do edifício. Sob o aspecto funcional iniciamos o nosso trabalho ampliando de uma para três o número de portas de acesso pelos fundos do teatro: — l.a Porta: — Para ingresso dos professores de, música, pessoal de serviço, artistas, ambulatório e centro P. B. X. 2.a Porta:— Para ingresso de serviços ligados diretamente ao palco mecânico. 3.a Porta: — Para ingresso de materiais, aparelha-mentos, cenários, bagagens e respectivamente pessoal deles encarregado, inclusive aqueles das cabinas de luz e força, onde se encontra a cabine primária de transformação de energia elétrica com os respectivos equipamentos de proteção e segurança e os transformadores cada um com metade da capacidade total da instalação. — Isto posto, a primeira porta, irá servir ao seguinte funcionamento:— No primeiro pavimento:— Portaria; cabinas telefônicas e um centro P. B. X.; com-partimentos sanitários e lavabos; ambulatório médico, para todo o pessoal do teatro; relógio de ponto; rou-paria, para o pessoal de serviço (com armários embutidos e instalações sanitárias autônomas); vestíbulo para os professores da orquestra (com compartimen-tos sanitários, sala com armários embutidos para guardar os instrumentos musicais, sala para afinação de instrumentos a corda e outra para a inação de instru- mentos á sopro, sala destinada ao arquivo das partitu- ' ras; um barsinho para café etc; salão separados para comparçasia de ambos os sexos com os seus respectivos compartimentos sanitários independentes; átrio de passagem para os professores da orquestra se dirigirem a fossa orquestral ou ao elevador direto até a cúpola para os ensaios. No segundo pavimento: — Um camarim do maestro de provas e mais sete camarins para artistas "primários", todos com ante-sala e instalações sanitárias individuais, completas; uma sala em "Mezzanino" para depósito elétrico; duas salas laterais ao palco, sendo uma para a Direção do Teatro e a outra para a Direção das Companhias; e uma cabina de manobra junto ao palco, do lado anterior a boca de cena, com seu regulador eletrônico, coração e cérebro de toda instalação e do quadro de sinalizações ao público, que será feito pela diminuição e aumento da intensidade das lâmpadas na sala de espetáculos etc. No terceiro pavimento: — Um camarim para o maestro substituto; um camarim para o maestro regente; salão de provas e mais oito camarins individuais para artistas "co-primários" de ambos os sexos, com as suas ante-câmaras e instalações sanitárias autônomas; uma sala de "mezzalino", do 2.° pavimento, como depósito de material elétrico; outra sala igual a esta, porém na ala oposta do palco, para depósito de contra-regra, No quarto pavimento: — Dois salões para guarda-roupa de artistas, homens e mulheres; com seus compartimentos sanitários autônomos; e mais dois grandes salões para coro, sendo um para homens e outro para mulheres ,ambos com os seus compartimentos sanitários próprios e independentes; pelas laterais do eixo do palco, uma sala de ca.da lado para corpos estáveis. No quinto pavimento:— Dois salões, sendo um para bailarinos e outro para bailarinas, ambos com os seus compartimentos sanitários completos, constando de COMBINAÇÃO AXIAL DA COMPOSIÇÃO