O prol Holford analisa as várias funções que é INDÚSTRIAS E AUTOVIAS necessário desenvolver em extensão para atender à enorme concentração de serviços e pessoas nos pré- Lemos em uma revista estrangeira de janeiro p.p. dios àltos,_ pois "cada cidade vive sobre o excesso que Robert Moses, "o czar das expressways" sugeriu de produção do campo, e a cidade vertical em muito à indústria de automóveis norte americana de liderar maior grau"; e conclue observando que um grande um programa de construções rodoviárias a ser desen- edifício alto pode ser uma solução econômica do pro- volvido nos próximos dez anos. A despesa seria de blema de habitar e, trabalhar numa grande cidade, cerca de 50 bilhões de dólares. Disse o famoso ditador aparelhado com uma grande extensão de terreno pa- das obras municipais de New York: "Não podereis ra seus serviços, mas de que uma floresta de edifícios vender automóveis se não houver a possibilidade de altos, uma corrida de arranha-céus, constitue a ver- fazê-los andar. A verdade é que no capítulo das es- são contemporâena da Torre de Babel. E deve ser tradas e autoestradas estamos dez anos atrazados com socialmente condenado, como o é tecnicamente. Mas relação à fabricação de automóveis. Com o programa é preciso que os responsáveis não percam tempo em proposto ficaremos apenas equilibrados, mas será de questões bizantinas. É bom lembrar que as finanças qualquer forma um bom passo avançado", públicas da cidade de Nova York, apesar da impressão Essas considerações fazem-nos refletir sobre a in- que o aspecto material da cidade sugeriria, estão em terferência às vezes nociva aos reais interesses de mau ponto. E que, nao se pode infringir as leis urba- uma comunidade, da produção industrial sobre as ne- nisticas pensando em remédios para atender aos pro- cessidades reais dos homens. Mais estradas para fa- blemas creados. Eles passam a ser de tal ordem com- zer rodar mais automóveis, mais automóveis para an- plexos e complicados que nenhum poder econômico dar nas novas estradas. Onde está aqui o termo os pode resolver. E muito menos as medidas já humano do problema não vemos. Estes princípios só ferrenhamente condenadas das famigeradas "opera- podem levar as sociedades às crises e os organismos tions de. voierie" estilo Napoleão III. -CL. à confusão. - C. L: webbm uiá UNIÃO INTERNACIONAL DE ARQUITETOS Conclusões do Congresso de Lisboa - 1953 (continuação) Estas últimas regras não poderão ser definidas a não ser de comum acordo com as conclusões das comissões encarregadas do estudo dos problemas da industrialização e, das relações entre arquitetos e realizadores. 4 — Entende-se bem que estas regras terão um caráter bastante geral, com o fim de permitir sua aplicação em diferentes paises, tendo-se em conta as legislações e xistentes. 5 — O Congresso convida o Comitê Executivo da U. I. A. a encarregar a comissão da Posição Social do Arquiteto, de submeter ao próximo Congresso a redação de um projeto do Estatuto do Arquiteto. B) — No que concerne à posição social do arquiteto, é evidente que o arquiteto, inspirando-se nas conclusões do VIII Congresso Panamericano de Arquitetos ("A toda atividade construtiva deve preceder uma planificação integral") deve realizar suas funções com o devido conhecimento das condições humanas, econômicas e espirituais, até à obtenção do bem coletivo. , Sua maestria artística e técnica, ao serviço do homem, deve permitir a organização da satisfação das necessidades individuais, familiares e coletivas, por meio da investigação ou procura de soluções humanas. A Comissão propõe que se submeta às Sessões Nacionais, para sua discussão e preparação definitiva, a DECLARAÇÃO E DOUTRINA UNIVERSAL seguinte: — O arquiteto pratica sua arte inspirando-se nas idéias sociais, culturais e profissionais mais elevadas. — Êle tem o dever de desenvolver constantemente sua capacidade artística e científica para melhor poder preencher sua função social. — O arquiteto concebe, suscita, coordena e realiza as soluções mais adequadas para a habitação do homem, seus lugares de trabalho e de lazer, com o cuidado constante do bem estar da sociedade, do respeito à personalidade humana e da beleza. — Por ter ao mesmo tempo que expressar as aspirações espirituais e satisfazer as necessidades de sua época, o arquiteto deve, ter conhecimento e uma compreensão perfeita do "MEIO" — físico, demográfico, econômico; político, social e cultural — no qual êle vive e trabalha. — Deve conceber sua atividade e sua obra com vistas em um plano geral de conjunto, do qual êle deve ser em todas as escalas — continental, nacional, regional e local — o animador e o realizador. — O arquiteto não subordina sua arte a nenhuma preocupação mercantil. — Êle se proíbe todo compromisso contra as leis da honra e da ontologia profissional. — Êle, tem conciência de pertencer a um corpo ou corporação profissional que exige altas qualidades morais e onde reina o espírito de fraternidade. III — RELAÇÕES ENTRE ARQUITETOS E ENGENHEIROS 1.°) — A utilidade e a importância das relações entre arquitetos e engenheiros estão unanimemente reconhecidas. 2.°) ¦— Os progressos na arte de construir serão muito mais amplos se uma colaboração fecunda entre arquitetos e engenheiros puder ser estabelecida. 3.0) — Entende-se que a profissão do arquiteto e do engenheiro são duas profissões distintas e que cada uma delas é livre de pedir a colaboração da outra quando julgar necessário. 4.o) — é indispensável que um acordo seja estabelecido para fixar as atribuições próprias a cada profissão. 5.°) — A formação do arquiteto deve permitir que êle fale a linguagem técnica dos engenheiros especializados, devendo por sua vez o engenheiro desenvolver seu sentido plástico. 6.°) — Ao arquiteto cabe. a tarefa de conceber a obra e de dirigir e coordenar a atividade de todos aqueles que colaboram para a sua realização. -____________