' lw i r'%~- H&- \ WL : síSSvJaií^iSSííSI*"5?!;;?1 6>«S}:»SiS*í:»Sííí:tí"St:;»i- V:í: ¦¦\-.:..:-ç;iv ¦¦..". ¦.;¦¦¦¦'¦ >i. • | ,.;-..; >" , , : : :,;;;•', ..-',¦¦-./¦' '.../¦ •¦¦¦¦¦•e7;:'^':-v.-v.v::^.^:A í:'-'.-V; .^ ' '¦¦ " ¦¦'¦ ¦:%. ;"':*:;v-ííV:,"i-.,tó¦;:¦;¦;: \! r v-/;'-- ^ • <»! CMÜS PLANO DE MERSEYSIDE (Liverpool) — Inglaterra (Arquiteto Chefe: F. Logstreth Thompson) — Observações sobre o plano de Clemont-Ferrand (França) e de Cambridge, (Inglaterra) O plano, como o da grande Londres, tem alcance regional. Está baseado em ampla pesquiza que inclue a classificação do solo para fins agrícolas, afastando das áreas melhores do ponto de vista da lavoura e da criação, o desenovlvimen-to urbano. — O plano procura atuar a de.centralização in- dustrial e urbana sem afetar as reservas agrícolas pois reconhecem os autores de que "a conservação da boa terra agrícola junto às cidades deve ser uma parte essencial do planejamento" (considere-se para avaliar essa afirmação de que Liverpool é cidade industrial e grande porto). — No relatório do plano critica-se a destruição do solo agrícola determinada pela "corrosão" das áreas "agrícolas pelo avanço desordenado e tentacular das cidades e alvitra-se a introdução da "zona agrícola" nas especificações de zonea-mento, para proteção da lavoura que abastece a cidade próxima. Considere-se que a pequena distância, relativamente, pelo lado leste, surge outro gran-centro manufatu-reiro, Manchester. O relatório realça que o plano é uma diretriz geral, que deve ser amplamente justificado e mesmo surgir da pesquiza e da consulta, devendo ser amplamente debatido. Deve ser um esquema de alcance regional e objeto de cooperação também regional; deve ser concebido dinamicamente, em constante elaboração e adatação. Quanto à necessidade fundamental de que o plano surja de, uma boa pesquiza, queremos aqui de passagem lembrar e focalizar as pesquizas sociais realizadas na França para a determinação do planejamento urbano, caracterizando as diferentes funções da cidade, lembrando o exemplo de Clemont-Ferrand, e na Inglaterra, com o mesmo objetivo, lembrando o minucioso estudo da cidade de Cambridge (Arquitetos William Holdford e H. Myles Wright), baseado em pesquizas funcionais organizadas para o estudo dos centros sociais e comerciais. No caso de Cambridge, é proposta uma limitação do desenvolvimento na base de cuidadoso estudo das possibilidades futuras da cidade, evitando-se o excessivo espalhamento da mesma. Os autores, em sua introdução dizem que "os que são chamados para se ingerirem dos problemas de habitação dos outros devem aproximar-se de sua tarefa com cuidado e segurança. Propostas que podem alterar o padrão físico, os hábitos diários e eventualmente o caráter da cidade devem acima que tudo serem muito cuidadosas e bem documentadas." Exemplo de verdadeira democracia, de, alto espírito de equilíbrio e de modéstia em figuras de primeiro plano no urbanismo mundial, alertando-nos contra os excessos do planejamento, a afetarem a íntima estrutura das cidades e a determinarem orientações psicológicas e sociais que podem influir não somente sobre a estruturação urbana, mas mesmo sobre a estruturação política. Todos os regimens de força têm imposto unilateralmente formas urbanísticas para alcançar objetivos sociais e políticos revolucionários. O princípio democrático impõe que os projetos de planejamento urbano, que afetam a todos na vida de todos os dias e de, sempre, nos haveres, no desenvolvimento social, sejam planejados legalmente e examinados por todos através de largo inquérito e de ampla consulta pública. CAMPINAS — Gráfico do crescimento urbano Observações sobre os problemas urbanísticos de Belo Horizonte Os dados do gráfico são relativamente heterogêneos mas elaborados com cuidado. Representam tendência gexal, mas exprimem com clareza a gravidade do fenômeno revelado do excessivo espalhamento das cidades, mesmo menores. A curva de desenvolvimento da população, extrapolada, representa a população da sede urbana: a população de toda a cidade atinge valores mais altos, passando em 1950 pelo ponto isolado marcado no gráfico (125.000 habitantes). — A curva dos prédios residenciais refere-se também à sede: sendo a escala vertical reduzida 5 vezes (valor médio da constituição familiar no Estado de São Paulo — 1950), verifica-se até um certo ponto paralelismo entre as duas curvas, com deficiência de moradias, sendo que, subitamente, nestes últimos anos, a edificação tomou grande impulso e tende a ultrapassar a curva da população, podendo determinar uma crise. É de se, notar que a cidade de Campinas já tem e mais terá pròximamente, numerosos prédios altos no centro, (até 19 andares), sem razão plausível, à vista das ruas estreitas (algumas vão ser alargadas, mas em nada vai adiantar isso com as alturas permitidas). Mas a curva mais impressionante é a do loteamento (referida porém a todo o município que em 1950 acusava 154.000 habitantes). Adotada a mesma escala vertical dos prédios considerando 5 habitantes por lote, temos logo nos anos de 1945 a 1950 que a curva passa à da população atual quer da sede, quer da cidade, quer do município e atinge em 1953 ponto que está fora do gráfico, a uma altura de mais de três vezes a altura figurada, chegando à astronômica altitude de, cerca de 100.000 lotes, isto é, a uma soma de terrenos edificáveis aprovados correspondente já a uma população de cerca de 500.000 habitantes, cerca de 2V2 vezes a população atual. E a corrida continua em detrimento da magnífica área agrícola que circunda essa tradicional cidade do nosso interior e pondo problemas de organização