França. A presidência está encarregada de estudar outras propostas, notadamente as da Escola de Arquitetura de Londres e dos delegados da Checoslo-váquia. Para a próxima conferência dever-se-ia organizar uma exposição internacional de projetos estudantis; recomendamos a formação de comitês nacionais de, preparação. A Comissão recomenda como tema principal, "A estrutura da Cidade Nova". A Presidência se reunirá no fim da Conferência, convidando os delegados de todos os países aqui representados e, fará um apelo aos representantes de todo o mundo. Definirá sua organização interna e plano de trabalho para o preparo da próxima conferência. A Presidência compreenderá os representantes da União Internacional de Arquitetos e da União Internacional de Estudantes. A Comissão pede particularmente a atenção dos delegados para as propostas seguintes: a) convites dos delegados da Guatemala e do Chile para participar da reunião regional de estudantes de arquitetura, durante os Festivais da Cidade de Guatemala e de Santiago do Chile, em fins de 1954; b) convite da U. I. A. para que uma delegação assista ao Congresso da Holanda, em junho de 1955; c) estas são as duas primeiras propostas, mas acolheremos favoravelmente também outras, tais como a reunião de arquitetos em Varsóvia, a realizar-se neste verão. Desejamos que se realizem sempre que possível conclaves de arquitetos e estudantes. A Comissão consigna com grande interesse as propostas abaixo, de diversas delegações: a) organização de viagens de estudo no exterior, para estudantes de arquitetura; b) organização de trocas de publicações, filmes, materiais, exposições e informações entre diversas faculdades; c) organização de viagens daqueles estudantes que desejem trabalhar em outras escolas ou escritórios de arquitetura ou para conhecer obras; d) realização dum concurso internacional com tema comum; e) participação, a fim de ser melhorado e mais difundido, do boletim "Estudante, de Arquitetura", publicado pela U. I. E. através de seu departamento de educação, cultura e viagens; f) realização de exposições itinerantes. Encorajamos a Conferência a aceitar os acordos de intercâmbio bilateral realizados durante esta reunião. Propomos que estes sejam efetivados e que a U. I. E. dê sua ajuda para esta realização. Propomos que a exposição aqui apresentada circule por diversos países, acrescida dum painel referente a esta Conferência. Recomendamos a cada delegado a publicação dos resultados e relatórios deste conclave nas revistas e boletins estudantis e profissionais. Até à presente data já nos garantiram a publicação as seguintes entidades: "Bulletin de Ia Grande Masse", Architectural ^eport (África do Sul), Architectural Design (Inglaterra), A. A. Journal (Inglaterra), Revista bi-mesnal da U. I. A. Abaixo, uma sessão do Congresso de estudantes de arquitetura. CONFERÊNCIAS DE RINO LEVI A convite da Sociedade Central de Arquitetos de Buenos Aires o arquiteto Rino Levi proferiu no mês passado duas conferências naquela cidade. Na mesma viagem, o nosso colega atendendo a outros convites fez ainda palestras em Rosário (Argentina), Sociedade de Arquitetos do Uruguay e Faculdade de Arquitetura de Montevidéu, Dessas conferências destacamos a que transcrevemos a seguir: - O Hospital Pela sua variedade de funções, o hospital constitue organismo mais complexo do que qualquer outro. Além de suas próprias características de assistência médico-hospitalar, êle apresenta as de moradia, de hotel, de escola e de indústria. Essa complexidade é acentuada pelo rápido e constante, progresso da medicina e da técnica hospitalar, o qual suscita dúvidas e indecisões na orientação a ser seguida na organização do programa e do projeto. O projeto do hospital implica, obrigatoriamente, em extenso e coordenado trabalho de colaboração de vários e diferentes técnicos. Na parte funcional deverão ser ouvidos os médicos, o administrador e os enfermeiros, cada qual em seu setor. Na parte de, estudo e execução da obra, deverão cooperar engenheiros e especialistas da estrutura, das instalações elétrica, hidráulica, de ar condicionado, da cozinha, da lavanderia e outros. Papel importante na organização desse trabalho cabe aos industriais e fornecedores do equipamento hospitalar. Ao arquiteto, que, possue conhecimentos gerais de todos os problemas, compete dar a orientação geral, conjugar todos os esforços e afinal dar corpo e fisionomia à obra, de modo que todos os elementos fun-cinais e técnicos sejam reunidos numa unidade harmônica e tanto quanto possível flexível. O Programa O hospital representa interesse coletivo de primeira importância. Por conseguinte, o seu programa funcional deve subordinar-se a estudos meticulosos dos problemas de saúde, da coletividade, abrangendo as condições históricas, físicas, humanas, econômicas, administrativas e de, crescimento previsível. Assim, para o seu estudo, deve-se enquadrar o hospital num plano de largas proporções, afastando-o de interferências particulares.