CAPÍTULO I VANTAGENS DE UMA BOA ILUMINAÇÃO PÚBLICA Em relação ao vertiginoso progresso havido nestes últimos anos, em todos os setores, a iluminação pública infelizmente tem sido relegada a plano secundário. Se levarmos em conta, somente, que há apenas 30 anos, nas maiores cidades do mundo, quase, a totalidade do tráfego era feito em carruagens e que hoje em dia o mesmo se compõe exclusivamente de veículos motorizados, rolando a altas velocidades, podemos aquilatar a necessidade urgente de modernizar a iluminação pública, tendo-se em vista a segurança do público em geral. Estatísticas elaboradas em cidades norte-americanas, onde a iluminação pública não acompanhou o desenvolvimento do tráfego, revelaram que, proporcionalmente ao dia, de noite os acidentes eram em número 7 vezes superior. Uma iluminação adequada, permitiu reduzir este índice em 80%. Outro aspecto, de primordial importância, é a redução de índice de criminalidade, fato este estatisticamente comprovado em diversas cidades da Europa e Estados Unidos. Além destes fatores, visando unicamente a segurança, cumpre ressaltar um fato que sempre se repete nas cidades onde a iluminação pública é melhorada, pois a melhora estende-se automaticamente, a todos os setores da vida econômica, incrementando a modernização e o gosto por maior limpeza, dando à cidade um aspecto de, progresso e bem estar. Parques e jardins, assim como fontes luminosas, decorativamente iluminados, constituem atração para as famílias nas horas de lazer. Por aí, vemos que a iluminação pública não é um luxo e sim uma necessidade de, primeira ordem para uma cidade moderna. CAPÍTULO II QUAIS AS CONDIÇÕES IDEAIS PARA REALIZAR UMA ILUMINAÇÃO PÚBLICA APROPRIADA O fator chave em iluminação pública é: Visibilidade, que significa que devemos estar aptos a distinguir tamanho, forma e localização dos objetos Exemplo de visibilidade por contraste. A pessoa destaca-se como silhueta sobre um fundo brilhante. A brilhância uniforme da rua, sem ofuscamento, é pois, condição primordial para a boa visibilidade en iluminação pública, dependendo da: a) distribuição de luz realizada pela luminária; b) tipo de lâmpadas utilizadas; c) distribuição e altura dos focos; d) o estado da pavimentação. A última é a superfície que deve parecer unifor memente brilhante ao observador. Queremos notar neste, ponto, que a rua pode ser uniformemente ilu minada (igual quantidade de luz em todos os pontos) sem resultar porisso de brilhância uniforme. Num; rua uniformemente iluminada, podemos observar di ferenças de brilhância, conforme o estado da pavimentação: seco ou molhado. (As fotos 2-A (seca) e 2-B (molhada), representam a mesma rua, notando-se a diferença de brilhância). No primeiro caso, a reflexão da superfície será difusa e, pelas figuras 4 e 5, vemos que o motorista receberá luz das regiões A, B e B-l, com suficiente intensidade para que a superfície lhe pareça de, boa uniformidade de brilhância. No segundo caso, a pavimentação pode ser comparada a um espelho. Desta maneira, a reflexão será direta continua na página 48 BRANKO OKRETIC — Ing. I. E. G. sobre, a rua. Isto consegue-se por diferença de cores ou por contraste. Assim, por exemplo, de dia, quando os níveis de iluminação são mais elevados (acima de 1000 lux), distinguimos os objetos principalmente pela diferença de cores. Em iluminação pública, onde os níveis de iluminação são baixos (2 a 15 lux), devemos distinguir os objetos por contraste, que se pode conseguir de duas maneiras: 1) iluminando o objeto diretamente, como no caso dos faróis de automóvel, onde o objeto iluminado destaca-se sobre um fundo escuro; 2) o objeto permanece escuro, destacando-se, como silhueta sobre um fundo claro, ou seja, sobre uma rua de brilhância uniforme (ver foto n.° 1). A realização desta última condição consiste em que os raios luminosos da luminária sejam refletidos de todos os pontos da rua, com suficiente intensidade, em direção ao observador, com o menor ofuscamento possível, pois este viria a diminuir a visibilidade. CONSIDERAÇÕES SOBRE ILUMINAÇÃO PÚBLICA