duma guerra! Tenho certeza que uma boa discussão sobre este tema, seria bem recebida pelos arquitetos americanos. Em vez disso, o boletim do A. I. A. limita-se a enumerar vantagens duma boa dispersão: Hamburgo era uma cidade de alta densidade de população e poucas áreas livres; morreram 58.000 pessoas, sendo que 42.000 numa só noite; no entanto Hanover era menor e muito menos densa; lá morreram apenas 5.000 civis sendo que, num caso "normal" (de alta densidade) teriam falecido 20.000; contrariamente, Hamburgo, se tivesse sido melhor planejada, perderia "apenas" umas 15.000 vidas! A nosso ver, a arquitetura é uma arte essencialmente humana pois planeja e edifica os diversos palcos em que o homem atua; os arquitetos devem, porisso se dedicar totalmente à preservação da vida humana e das conquistas de sua cultura e não dedicar-se a cínicas especulações necrófilas. J. W. ARCHITECTTJRAL RECORD (n.° 220 — EB. UTJ.) Número dedicado em sua maior parte a hospitais; e mais especificamente a hospitais para moléstias crônicas. Neste sentido, apesar de não haver projetos multo brilhantes, é um número muito interessante e digno de se ter na biblioteca especializada, para consulta. É também publicada uma casa dupla do arq. Walter Costa da qual publicamos a planta e um aspecto. ARHITEKT (n.« 1S — Iugoslávia) Número muito interessante dedicado à experiência urbanística de Malibor, cidade industrial de 80.000 habitantes. Esta cidade, e toda a região, foram muito atingidas pelas destrui-ções da guerra; grandes planos de reconstrução se tornavam necessários. É curioso notar as três fases e experiências urbanísticas por que passou a cidade; inicialmente havia planos e projetos de edifícios preparados por escritórios centrais; a burocracia impedia maior desenvolvimento e desligava da realidade os projetos que, freqüentemente, exigiam técnicas e materiais não encontrados no local. A seguir houve modificação na orientação: um certo liberalismo construtivo dava a tarefa de reconstrução à iniciativa particular e a cooperativas; apesar de certas melhorias, especialmente causadas pelo planejamento das cooperativas, surgiu a tendência da centralização urbana em busca de valorização imobiliária, prejudicando o bem-estar coletivo. Depois de analisadas estas deficiências, decidiu-se atacar agora o problema urbanístico da cidade reunindo-se os meios e experiências cooperativos e entregando o planejamento a especialistas. Grande cuidado é dado à parte histórica da cidade e aos monumentos que definem a história da cidade. No clichê um aspecto do futuro centro de Malibor. THE JOURNAL OF THE ROYAL INSTITUTE OF BRITISH ARCHITECTS (n.° 5 — Inglaterra) Dois assuntos preenchem este número: uma conferência acerca da arquitetura como ciência e como arte (autor: J. Bronowski) e um debate sobre prédios altos numa cidade. Os textos de ambos são muito extensos, sendo difícil um resumo; o sr. Bronowski, após atacar os conceitos místicos da arte e da estética, explica quais são seus critérios estéticos, baseados no dualismo impulso-limitação; discorre sobre a necessidade de liberdade de ação, destacando o campo da produção artística e isolando-o historicamente. Coloca a seguir a ciência como um conhecimento imprescindível para o arquiteto; refuta o conceito de ciência como limitadora da arte; manifestando-se contrário ao trabalho de equipe quando da "invenção dum edifício", lamenta terem os arquitetos poucos conhecimentos técnicos. LA CONSTRTJCTION MODERNE (n.<> 2 — França) 1 Artigos e projetos muito fracos nos números de Fevereiro e Março. A mesma paginação medíocre. Apenas duas coisas interessantes: "uma experiência de inspiração social e comunitária" e a "reconstrução de Rovaniemi". O primeiro tema é um conjunto de habitações de subúrbio; não é suficientemente aprofundado o verdadeiro aspecto comunitário do empreendimento. Quanto à reconstrução da capital da Lapônia (norte da Finlândia), cidade duns 140.000 habitantes, o projeto inicial tinha sido confiado a uma equipe dirigida por Alvar Aalto; mas posteriormente houve muita modificação. A apresentação é mais demonstrativa do que um estudo aprofundado. Infelizmente.