mento construtivo, devido aos baixos coeficientes de forma no cálculo do vento (c = 0,7 para tubos isolados). A secção transversal da torre é um triângulo equilátero com 15 m de lado na base e 1,50 m no topo. Apesar da altura de 100 m, o peso da torre é de apenas 22 t. Os três montantes seguem uma linha parabólica, pois experiências levadas a efeito têm mostrado que a forma parabólica e a disposição paralela de todas as diagonais, resulta num aproveitamento máximo dos montantes. Na parte inferior estão os montantes ligados rigidamente a 3 blocos de fundação e providos de anéis, a fim de aumentar sua aderência no concreto. O esforço de tração poderá alcançar 75 t por montante. Sendo 1,5 o coeficiente de segurança contra arrancamento, foi necessário o emprego de aproximadamente 50 m3 de concreto ci-clópicos por montante. Os tubos usados para construção são de aço especial de alta resistência (55—65 kg/mm2). Trata-se de um aço carbono de alto teor de manganês e granulação fina apresentando perfeita soldabilidade. As dimensões dos tubos variam de 241/9 na base até 76/3 no topo da torre. Os diversos segmentos dos montantes, cujo comprimento varia de 12 a 16 m, são ligados por meio de. mufas especiais parafusadas, de perfeita es-tanqueidade. pregando um tubo 108/3,75, com um peso de 9,64 kg/m. Para comparação também foram assumidos pesos iguais para os banzos superiores das tesouras executadas com perfis. Como aliás acontece na prática, foram usadas duas cantoneiras juxtapostas com dimensões igual a 55/55/6 e 55/75/5. A barra comprimida executada com perfis pode absorver apenas 9 resp. 13 t, enquanto que o tubo absorve 23 t sem ultrapassar a tensão admissível. Como exemplo prático de aplicação de estruturas tubulares, podemos citar a torre de tubos de aço auto-suportada do Parque Ibirapuera. É uma aplicação particularmente interessante do tubo como ele-