IPB SÃO PAULO ELEIÇÕES NO I. A. B. No Rio de Janeiro foram realizadas eleições para o Conselho Diretor e Fiscal do Departamento Central; íoram novamente indicadas os mesmos conselheiros, havendo, no entanto, a probabilidade de novo acerto para os cinco nomes da diretoria executiva. (Lembramos que o Departamento Central é dirigido por quinze conselheiros os quais indicam cinco para a diretoria propriamente dita; as reuniões deliberativas contam, no entanto, sempre com a presença de todos os conselheiros.) Em São Paulo, realizaram-se as eleições, tendo sido indicados para Conselho Diretor e Conselhos Fiscal, respectivamente, os colegas: Ariosto Mila, Wilson Maia Fina, Eduardo Kneese de Mello, J. V. Maitrejean e Jorge Wilheim; e Francisco Beck, Maria Tereza Bar-ros Camargo, Rino Levi. A posse realizou-se no dia 21 de Julho sendo festejada num concorrido jantar. Achamos interessante destacar a forma e o espírito que precederam às eleições em S. Paulo, fato relativamente novo nas "campanhas sucessórias". Um grupo de sócios convocou por meio dum abaixo-assinado e farta propaganda pela imprensa, uma reunião para discutir quais as principais- medidas e orientações que deveriam ser adotadas pela próxima diretoria e a fim de verificar a possibilidade de, indicar um conselho diretor de unidade, representando na medida do possível todos os eventuais grupos, inclinações e gerações de associados. Participaram desta reunião cerca de cinqüenta colegas; podemos resumir os resultados do primeiro ponto discutido: a próxima diretoria deveria atacar inicialmente os seguintes problemas: alugar com urgência a loja a fim de garantir maior equilíbrio financeiro ao I. A. B.; por em funcionamento o restaurante; estudar a melhor forma de aumentar o quadro social e aproximar os estudantes; organizar uma comissão de imprensa e divulgação que centralizasse os trabalhos de circulares, boletim, contacto constante com a imprensa, rádio e TV; prestigiar o I. A. B. e a profissão, organizando realizações que digam respeito ao urbanismo e problemas da cidade e do planejamento em geral, pondo destarte os arquitetos em contato com outros profissionais e as mais diversas camadas; organizar exposições e palestras não apenas na sede como também nos bairros e em cidades do interior, ampliando a esfera de ação da entidade. Ressaltada a importância de se evitar uma estéril luta interna, foi sugerida uma comissão que pudesse sondar os diversos setores de associados e propor nomes para os Conselhos. Esta comissão, composta pelos colegas Kneese de Mello, Maia Fina, Flávio Vilaça e Wilheim sondou cerca de sessenta colegas e prestou contas numa reunião posterior, CONGRESSO DE HAIA Realizou-se. em Haia o Congresso Internacional de Arquitetos, organizado pela União Internacional de Arquitetos. Sabemos de dezesseis arquitetos brasileiros que embarcaram para lá, dos quais treze do Rio. De S. Paulo, seguiram os colegas Rino Levi e Jarbas Karman; o colega Birkholz, que já se encontrava na Europa, também participou do conclave. Boletim Mensal N.° 17 Junho de 1955 Redatores: Jorge Wilheim - Telésforo Giorgio Cristofani CONFERÊNCIA DE ESTUDANTES DE ARQUITETURA Realizou-se em Paris no mês de Abril, a terceira conferência internacional de Estudantes de Arquitetura, patrocinada pela União Internacional de Estudantes, União Internacional de Arquitetos e UNESCO. Participaram 250 estudantes dos 28 países. Uma exposição apresentava realizações estudantis e não, dos seguintes países: Bélgica, Checoslováquia, Dinamarca, França, Holanda, Hungria, índia, Irlanda, Inglaterra, Itália, Iugoslávia, Suécia, Suíça, União Soviética e Viet-Nam. Os participantes foram recebidos pela escola de Belas Artes de Paris, tendo-se dividido em cinco grupos de estudo. O tema central da conferência foi "A Cidade Nova", debatendo-se exemplos existentes e critérios de cidades ideais. PEQUENA NOTA Inaugurou-se com festivo e concorrido cocktail a exposição de jovens arquitetos paulistas de 1944 a 1954 realizada pelo N. E. D. A. B. A mostra, antes de percorrer outras cidades continuará na sede do I. A. B.. O júri de premiação está se reunindo a fim de indicar quais os melhores trabalhos apresentados. PASSEIO PELA BINNAL Inaugtirou-se no Palácio das Nações do Parque Ibirapuera, a III Bienal de S. Paulo. Importante acontecimento no campo das artes plásticas, dedicaremos algumas linhas informativas e críticas ao acervo apresentado. Números e observações Trinta e sete nações enviaram um total de 1992 obras; destas, 400 eram de autor brasileiro. Um júri de seleção, escolhera as obras nacionais; um júri de premiação internacional distribuiu os prêmios da seguinte maneira: Grande Prêmio S. Paulo (Cr$ 300.000,00) a Fernand Léger (França), melhor pintor estrangeiro (Cr$ 100.000,00) a Magnelli (Itália), melhor brasileiro (ídem) a Milton da Costa; melhor escultor estrangeiro (Cr$ 100.000,00) a Mirko (Itália), melhor brasileiro (ídem) a Maria Martins; melhor desenhista estrangeiro (CrS? 50.000,00) a Kubin (Áustria), melhores brasileiros (ídem) a Caribe e Aldemir Martins; melhor gravador (Cr$ 50.000,00) a Steinhardt (Israel) e melhor brasileiro (ídem) a Marcelo Grassman. Além destes prêmios regulamentares, foram distribuídos diversos de viagens e de aquisição: José Barbosa (viagem), prêmio CIT e KN1T, a Rolph Nesh e Nahum Gut-raan (Noruega e Israel); "Moinho Santista" Cr$ 50.000,00) a Ferreira Serpa (Brasil), "Sanbra" (Cr$ 50.000,00) para escultura a Mário Cravo e Frans Weissmann, "Cia. Gessy" (Cr$ 50.000,00) a G. Brenner (Holanda), "Círcolo Italiano" (Cr?