México: O conjunto S. C. O. P. ÁRTS & ARCH1TECTURE (Janeiro — EE. UU.) Estamos de há muito acostumados a folhear esta pequena revista muito bem paginada. Suas notas editoriais são "sui generis": sempre versam sobre problemas de política internacional; mas duma forma ampla, de princípio; fala-se muito na O. N. U. e na UNESCO. Ê uma pena, mas talvez seja normal, que freqüentemente discorram mais em defesa dos interesses de seu país, atravez e dentro da O. N. U., — do que propriamente das idéias internacionalistas que criaram e motivaram essa entidade supra-nacional. Neste número há um bonito projeto de Raymond Kappe para um grupo de seis pequenos apartamentos e uma casa cio arquiteto mexicano Juan Sordo Madaleno. Não gostamos da igreja de Felix Candeia, complicada cobertura de concreto com sabor neo-gótieo. WERK (ii.° 3 — Suíça) Um número fraco. Principalmente dedicado a escolas primárias; há alguns projetos bons, todos preocupados com o problema da iluminação. Mas sem muita novidade. Bom artigo sobre arte etrusca com algumas reproduções, infelizmente não em cores. A parte de resenha de livros e exposições é bem feita, como sempre; nela figuram notas sobre publicações dedicadas à construção escolar. Detalhe da escultura de Zuniga ARTS & ARCHITECTURE (Março — EE. UU.) Depois de tantos números, este é realmente rico em matéria. Destacamos uma série de casa de Harry Seidler, australiano conhecido inclusive por sua estadia no Rio de Janeiro. Três residências japonesas de Hirose, indicam-nos certas peculiaridades planimétricas e, especialmente, fotografias de certos detalhes bem cuidados. Publica-se ainda o aeroporto da Cidade do México, infelizmente sem plantas que permitam melhor estudo; as fotografias indicam, porém, um projeto claro, sóbrio do arq. Alvarez. Destacamos a apresentação duma exposição do Museu de Arte Moderna de Nova York, intitulada "A Família do Homem", mostra dedicada "à dignidade do homem", com fotografias de 68 países; as fotografias, muito bem montadas, sem textos, têm uma introdução de Carl Sandburg, na qual se explica sei- a mostra um "testamento da câmara fotográfica". Tenta-se, até certo ponto, mostrar ser o homem e suas necessidades idênticas em qualquer parte do mundo, conceito que é positivo como anti-preconceito racial, — mas que pode igualmente involver critérios inexatos do ponto de vista do processo histórico do desenvolvimento dos povos. De qualquer forma, o que transpassa desta exposição fotográfica é o documentário sobre o digno trabalho e vida do homem em todo o mundo.