pelo alto valor técnico emitido em seus artigos. Nela ainda o leitor toma conhecimento de todo o programa e atividades a que se propõem esse Instituto. FORMAÇÃO REGIONAL E PLANEJAMENTO Conferência do Arquiteto LUÍS SAIA, realizada ein 2 de Setembro do corrente ano, em Belo Hoiizonte, a convite do Birô Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo reunidos no seu IV Congresso anual. Apresentamos aqui um resumo da conferência que o arquiteto Luis Saia pronunciou em Belo Horizonte e que pela importância das asserções que contêm, pela ampla visão dos nossos problemas de planejamento e pelas soluções apontadas, mereceria uma transcrição na íntegra que as dimensões reduzidas deste boletim não comportam. Salientou, inicialmente, o conferencista que: "Enquanto o Brasil Colônia foi um vasto acampamento e, o Brasil Império foi um enorme entreposto comercial, o Brasil de hoje começa a assumir uma feição de país cujos problemas específicos, em definição progressiva, solicitam cada vez mais um tratamento peculiar e nacional — de universalidade, talvez precária, mas de valorização intelectual e conceituai possível, na medida em que esse tratamento conseguir descobrir, inventar e, selecionar soluções eficientes e adequadas." Desenvolvendo estas suas asserções iniciais, através de uma linha lógica bastante coesa, o conferencista mostra como os nossos problemas de produção, abastecimento, organização e estrutura social incidem, dia a dia com maior evidência, sobre a profissão do arquiteto. "De fachadistas que eram, há vinte anos, os arquitetos foram convertidos em projetistas, dando com isso um grande passo no sentido de atualização e de, progresso. Como projetistas, foram chamados a colaborar no "boom" imobiliário, cuja agonia assistimos, e cujos resultados viciosos são ainda bem visíveis". "Na realidade, já não satisfazem os passes de mágica que muitos colegas se acostumaram a manipular. Já não basta ser racional ou funcional no âmbito restrito dos projetos que estudam e realizam. É fácil mostrar como um projeto, estudado com a maior racionalidade e funcionalidade no seu esquema particular, pode representar, uma vez agenciado e construído, um grave, desmentido das suas pretensas qualidades funcionais e na sua racionalidade individualista. Isso indica que a órbita dos compromissos da arquitetura contemporânea transbordou para os problemas de agenciamento e organização de espaços maiores, num tipo de consideração que, foi desconhecido pela arquitetura tradicional e acadêmica. Isso indica que o arquiteto nacional tem pela frente um novo campo de atividade, o qual rompe violentamente a conceituação profissional tradicionalista, contradiz o acanhamento da nossa formação acadêmica e se legitima pela condição de representar um correto processo de desenvolvimento e uma resposta adequada aos acontecimentos em curso. Indica que aumentaram as nossas responsabilidades e prerrogativas, impondo-se ao arquiteto uma formação mais complexa, e mais completa do que aquela prevista pelos conceitos ultrapassados. Indica que a sensibilidade do arquiteto deve ultrapassar aqueles acanhados limites acadêmicos para alcançar, numa atitude ampla de, reajustamento, os panoramas mais largos e generosos onde se move comunidade". Entrando adiante na análise do "Planejamento Urbano" mostra o arquiteto Luis Saia as "condições particularíssimas das nossas cidades" contrariando as tentativas de aplicação das experiências quer norte-americanas, quer européias e criando a necessidade de adoção de soluções nacioanis partindo do estudo de nossos problemas característicos. Sobre a impossibilidade (principalmente devida à falta de força econômica) de resolverem os municípios os seus próprios problemas, diz o conferencista: — "O que é possível, necessário e indispensável é uma disciplinação das obras que são hoje, incontestàvelmente, da alçada do Estado e da União. Esta carência de uma disciplina DIA MUNDIAL DO URBANISMO Quando das comemorações do Dia Mundial do Urbanismo, promovidas em nossa capital, o Instituto de Arquitetos do Brasil, em conjunto com a Sociedade dos Engenheiros Municipais organizou uma reunião na qual o arquiteto Carlos Brasil Lodi pronunciou uma oração em que, além de discorrer sobre o trabalho dos urbanistas em geral, se referiu particularmente ao que vem sendo feito em nossa capital com relação a esse importante setor. No clichê um aspecto dessa reunião. "ARQUITETURA BRASILEIRA E A INDÚSTRIA" O NEDAB fez realizar no dia 10 de, novembro p.p. um debate subordinado ao tema "A Arquitetura e a Indústria" tendo á mesa os engenheiros E. L. Berlink, Carvalho Mange e o arquiteto R. C. Vianna. Neste, debate em que participaram engenheiros, arquitetos, industriais e estudantes evidenciou-se a necessidade premente de um maior contacto entre esses profissionais e os industriais. Foram abordadas várias facetas do problema desde os técnicos aos estéticos e funcionais, concluindo-se pela criação de um órgão coordenador, para estabelecer um contacto mais direto e técnico entre os profissionais consumidores e os produtores. O NEDAB encarregado de estudar a organização desse órgão, está promovendo reuniões todas as terças-feiras para dar forma prática à conclusão chegada neste debate. REVISTA HOSPITAIS DE HOJE — órgão oficial do Instituto de Pesquizas Hospitalares do Brasil O IPH acaba de trazer a público em uma apresentação esmerada o primeiro número da revista Hospitais de Hoje. Reunindo farto material de interesse geral aos que estudam a técnica hospitalar, impõe-se