contra em situação singular com a paisagem. Sobre essa nova situação, tem uma opinião quase que tão antagônica como dantes, a respeito das muitas pequenas casas que invadiam seu domínio. Essa nova localização, que vem a representar uma introdução à cidade e seu progresso, proporciona para o projetista e o proprietário um novo papel na orientação visual do nível de desenvolvimento técnico e cultural do desenho urbano. Sob muitos aspectos isso tem sido uma boa introdução, mas em outros apresenta uma forte exibição de um atrazo próximo ao provincialismo, no que diz respeito às soluções a serem adotadas para a nova integração do espaço formado. Quando não se havia formado o espaço-ambiente, a faixa de verde e flores de 1 metro, em volta da fábrica, era tratada pelo zelador, num esperançoso esforço de humanizar, trazendo alguma relação de escala e qualidade entre a enorme máquina e o homem que nela trabalha. Agora, a fábrica mantém para si uma considerável área livre a ser organizada com árvores e formas próprias da paisagem, com o que ela viria a constituir uma parte integral do novo complexo. Entretanto, essas raras e novas oportunidades tem sido realizadas insuficientemente, certamente nunca no mesmo nível das outras técnicas da fábrica. Ainda não se obteve o controle através do planejamento, através de formas da paisagem que constituam elementos de per si, independentes, ou que constituam uma integração e valorização da arquitetura. Passando pela via Anchieta a 80 Km/h observa-se bem o contraste entre a engenharia da rodovia, bem coordenada com, a paisagem, e a fábrica, assentada freqüentemente sem considerar os cortes e aterros, que o mais das vezes a encobrem; quase que totalmente, ou se situa no topo de uma colina, como se fora a ameixa de um pudim, sempre em uma zona totalmente raspada de árvores e deserta de formas. O tratamento dado depois a essas novas áreas das fábricas não passou de um quintal, onde tudo é pequeno, sem escala, os animais são tais como galinhas e patos, as soluções adocicadas consistem de manchas e grupos de várias plantas, aproximadamente como fazia o zelador quando ainda não havia sido criado o espaço-ambiente, que agora simplesmente consiste em uma grande superfície como se despido pelo vento e chuvas. Essa escala de plantação pode servir satisfatoriamente a um homem, individualmente, para o pequeno pátio, mas é inteiramente incompatível e sem nenhuma possibilidade de sobrevivência com a enorme escala da fábrica e o novo papel que deve desempenhar na paisagem. A maioria dessas infelizes experiências são o resultado da falta de conhecimento de planejamento e da falta de um satisfatório grau de compreensão das reais necessidades e possibilidades, por parte do comerciante das plantas e do indicado para o estudo da área externa, o qual recebe e tem sempre em mente a solução do seu pequeno quintal. - r. c. c.