ILUMINAÇÃO EM EDIFÍCIOS (AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL EM SÃO PAULO) Eng. Libbe Smií Departamento de Lúniino-técnica da S. A. Philips do Brasil Hoje em dia são freqüentemente encontrados edi- maneira pela qual fôr iluminado. Existem duas mo- fícios para escritórios de bancos, indústrias, serviços dalidades, essencialmente diversas: SÍ5SS fC' Perfeitf™ente equipados, acomodando a 1} iluminacão por meio de um facho direcional, por fnn fnnl ? escritório A quantidade de exemplo; projetado por uma lâmpada refletora. funcionários e muitas vezes grande, devendo esses Desse modo a formação de sombras será bem dfvíduos aC°m0dar' C°m frecíuencla' centenas de m- definida, enquanto forte contraste de claridades permanece entre diversas partes. Quando um determinado número de pessoas: estiver 2) Iluminação altamente difundida • por meio de trabalhando num mesmo edifício, e essencial que o quantidades iguais de luz proveniente de dire- espaço disponível seja ocupado da maneira mais eco- cões diferentes, como no caso de uma iluminação nomica possível. Desde que uma sala grande pode íompletamente indireta. O efeito é similar'ao conter, proporcionalmente, um numero maior de pes- da luz natural num dia de céu encoberto. Por soas do que diversas salas pequenas, esses edifícios êsse sistema não haverá sombras nem tão pouco sao divididos muitas vezes, num certo numero de contrastes em claridades. salas grandes. Entretanto, uma grande quantidade de pessoas trabalhando numa mesma sala, apresenta Nenhuma dessas duas modalidades é recomendável não somente vantagens como desvantagens. O ba- para iluminar escritórios. O melhor é adotar um rulho dos telefones, das máquinas de escrever e das certo tipo de iluminação geral difusa sem, entretanto, vozes, poderá ser contraproducente. eliminar todas as sombras. A impressão das formas t-, , . . „,.,.'„' .„. . , e dimensões dos objetos circunvizinhos será assim Deve-se dar especial atenção a iluminação artificial mantida, evitando-se, porém, uma formação de som- de grandes salas de escritórios porque, frequentemen- bras muito acentuada. (figs. 2 e 3) te, essa iluminação será também necessária durante o dia. Desde que salas desse gênero ocupam um espaço O coeficiente de utilização de uma instalação, con- relativamente grande do edifício, em relação à altura siste na proporção de fluxo luminoso total emitido dos tetos, é evidente que a quantidade de"luz natural pela lâmpada e que atinge o plano de trabalho. O a iluminar os lugares mais remotos, poderá ser insu- ideal seria que toda a luz emitida atingisse o plano ficiente. Tal fato ocorre, principalmente, quando o de trabalho. Na prática, porém, essa perfeição nunca prédio fôr circundado por outros edifícios altos e, poderá ser obtida desde que certa quantidade de luz especialmente, em dias chuvosos, (fig. 1) é absorvida pelos aparelhos, paredes, tetos etc. Para obtenção de condições de trabalho favoráveis, Os fatores mais importantes que determinam o coe- nessas salas grandes, é necessário tomar certas medi- ficiente de utilização são os seguintes: das adequadas, o que é possível graças ao progresso 1} Q pr0prio sistema de iluminação. O coeficiente da técnica de iluminação durante as ultimas décadas. de utiiizacão da iluminação direta é maior do Atualmente, os arquitetos nao encontram dificuldades que 0 da liuminaCao indireta porque, no último na edificação em grandes proporções; por meio de ca a luz é dirigida, em primeiro lugar, para materiais acústicos eliminam os ruídos e instalam 0 teto e as pai.edes, antes de atingir o plano de uma iluminação conveniente nos lugares onde e re- trabalho, ocorrendo, consequentemente, grande querida. Naturalmente existem outros problemas que absorção de luz requerem a atenção dos arquitetos, como seja, por exemplo, acondicíonamento do ar, calefação, móveis, 2) As medidas da sala (comprimento, largura e al- côres, etc. tura). A eficiência da iluminação de. uma sala . , ., ~ , ,. , , , , grande é muito maior do que a de uma sala pe- A natureza da iluminação e primordialmente deter- a da megma alt proporcional- mmada pela formação de sombras. ment6) ag paredes de uma sala menor absorvem A formação da sombra de um objeto dependerá da muito mais luz. Fig. 1 — O nível de iluminação em pleno sol é de aproximadamente 50 a 100.000 Inx, diminuindo até 5.000 — 10.000 lux na sombra. A iluminação artificial deverá muitas vezes suplementar a luz natural em dias chuvosos, sendo que durante a noite, está claro, deverá substituir completamente a iluminação natural.