tamentos era a mais aconselhável, o que ficou, entretanto, demonstrado não ser a solução ideal. Adotou-se, finalmente, a solução de elevador e. escada para cada grupo de 4 apartamentos, que resultou ser a mais econômica, permitindo o menor número de, paradas do elevador. Acresce, que desta forma haverá menor promiscuidade na parte coletiva de circulação, pois cada grupo de 4 apartamentos com oito andares cons-titue praticamente um edifício, tornando-se assim mais agradável a moradia. É também oportuno dizer que a solução permite uma quase total liberdade de implantação dos edifícios no terreno, o que a torna de possibilidades plásticas invejáveis. O custo dos elevadores foi fornecido, e, feita a comparação dos orçamentos das 2 soluções, verificou-se uma economia de cerca de 3 milhões de cruzeiros para cada bloco de 160 apartamentos, à favor da solução que foi adotada. Afim de apresentar ao Banco uma idéia precisa do valor da construção dos edifícios, teve-se o cuidado de solicitar à conceituado engenheiro, o Dr. Petronio Barcelos, para organizar o orçamento dos prédios, já que a afirmativa de que o custo de Cr.$3.500,00 por m2 de construção suscitou certa controvérsia. O Dr. Petronio Barcelos executou vários dos maiores prédios no Brasil, como por exemplo o Ministério da Fazenda e a sede do IP ASE, no Rio de Janeiro, cujo preço de custo da construção foi um "record" na época da construção e isto foi conseguido pela sua capacidade de organização e conhecimentos técnicos Esse engenheiro chegou ao preço unitário de Cr.$ 3.485,00 por m2 de. construção conforme orçamento detalhado junto ao presente relatório, o que vem confirmar a estimativa apontada no relatório apresentado junto com o plano de urbanização, e note-se que no orçamento existe uma verba de Cr.$9.525,00 para instalação individual de gás engarrafado, que será possível reduzir se fôr feita instalação central, como será aconselhável. Para obtenção desse preço organizou-se especificação condizente com a finalidade da construção em foco que pode ser resumida como se segue: 1 — estrutura de concreto armado, com vigas em- butidas nas paredes; 2 —¦ alvenarias internas e externas de tijolo, sen- do a externa de tijolos comuns, maciços, re-cozidos para conservar à vista; 3 — revestimentos internos chamados "paulista"; 4 — revestimentos externos — estrutura e alve- naria a vista; 5 — pavimentação: de halls — marmorite; da área dos pilotis — cimentado; dos apartamentos — tacos 7x21; banheiros e cozinhas — ladrilhos hidráulicos. 6 — revestimento de banheiros e cozinhas — azu- lejos até 1,50; 7 — soleiras e peitoris — marmorite; 8 — esquadrias — de madeira de 3 tipos — portas, janelas de vidro e de madeira — tendo cada uma dimensão única; 9 — aparelhos de louça conforme a lista apresen- tada; 10 — instalação individual de gás engarrafado pa- ra aquecedor e fogão; 11 — elevador — verba prevista pela própria com- panhia. Como dizia certo técnico durante uma troca de idéias sobre este caso: "não houve nenhuma concessão" na organização dos projetos ora apresentados. Tudo é função, que decorre de solução construtiva a mais econômica. Se deste trabalho e desta pesquiza resultou uma solução plástica aceitável ou não, é assunto que cabe ao Banco, por seus técnicos, apreciar. A implantação dos edifícios no terreno, foi feita de forma a evitar o mais possível movimento de terra que não seja absolutamente indispensável. Dentro do possível procurou-se orientá-los de acordo com o que foi determinado no relatório do projeto de urbanização. 437 Planta de conjunto do 1,° núcleo residencial. mercial que justifique a alteração de um edifício, com as desvantagens que decorreriam da quebra do padrão etc, etc. Tomou-se por base, por isso, a percentagem de 2/5 de apartamentos de 2 quartos e 3/5 de apartamentos de 3 quartos, distribuídos em 2 tipos de edifícios que denominou-se A e B. Criou-se também um terceiro tipo de edifício, chamado C, que será mixto, isto é, terá apartamentos de 2 e de 2/5 e 3/5, respectivamente para o tipo de 2 e 3 quartos. O edifício tipo "C" será o primeiro a ser executado para aquilatar-se da preferência e aceitação por parte dos futuros moradores em relação à solução adotada. Assunto que foi estudado com o maior carinho foi aquele referente à circulação interna dos edifícios, parecendo, à princípio, que a localização dos elevadores centrais com galerias de distribuição para os apar-