clusões e deduções sobre a atual perseverança do movimento da arquitetura moderna, em seus aspectos de ordem estética, filosófica e racional, que, também na Holanda, pátria de um Berlage, de um Oud, de um Dudok, não podia hoje deixar, depois de uma guerra arrazadora, (lembremo-nos do cruel e repentino bombardeio de Rotterdam), de se manifestar com obras de um significado dos mais profundamente humanos e, daí, filosóficos. Magazine em Roterdam Arq. J. H. van den Broek Pois, de fato, um país de um passado arquitetônico que neste século impoz-se pelos nomes dos acima mencionados arquitetos, e pelos demais (Klerk, Van der Mey, Kramer e outros), com os quais evidenciou o racionalismo da construção moderna, embora usando do mais humilde e comum dos materiais (o tijolo); um país cuja arquitetura, através daqueles nomes, só sentia o valor de uma "mística social" dedicada ao bem estar de suas populações, era destinado, mesmo malogrado por uma guerra, a ressurgir no espírito da reconstrução dos próprios lares e das próprias cidades, impulsionado pelos princípios que hoje mais incentivam a arquitetura: as tendências sociais da vida moderna baseadas nos valores urbanísticos, utilitários e econômicos da criação de um edifício. Se verdade é que arquitetura é manifestação humana alicerçada numa causa primordial do espírito ideológico de uma comunidade, e que este espírito deve conter-se em limites representativos de um povo ou de uma raça, acima de manifestações ruidosas e demagógicas de governantes ou ditadores, eis que o livro em foco expõe a arquitetura atual holandeza como exemplo de uma arquitetura espontânea e singela, reverberação de um povo civil e civilizador que não pretende ditar normas ao tempo e a uma época, mas sim por aquele e por esta, e pela vida que nele se desenvolve, ter a sua justa e aderente orientação. Desta excelente obra de J. P. Mieras os arquitetos, os engenheiros e os estudantes trarão motivo de muito interesse e de muitas arguições. E para mais, e melhor, aguardamos a possibilidade que o livro, de seu original idioma dos Países-Baixos, seja logo traduzido para o Português. Merece. E necessitamos. - J. V. V. J. P. MIERAS NA-OORLOGSE BOUWKUNST IN NEDERLAND (Arquitetura Holandeza do Após-guerra) Editora Kosmos — Amsterdam, Holanda, 1954 260 pgs. — 108 figs. — 88 des. — 30x21 cm. Aqui temos um dos mais empolgantes livros que tratam da arquitetura holandeza deste último após-guerra. A Editora "Kosmos" de Amsterdam acaba de, publicá-lo, apresentando-o de uma forma tipográfica nítida em suas inúmeras e interessantes ilustrações: verdadeira enciclopédia fotográfica de obras arquitetônicas. Com outra tanta nitidez apresenta os seus capítulos de texto, desenvolvidos com a rara perícia e competência de um crítico qual é o Autor: J. P. Mieras. Capítulos de assuntos que nos levam com interesse e satisfação a novas e acertadas con-