Boletim Mensal N.° 36 Fevereiro de 1957 Redatores: Alfredo Paesani — Carlos A. C. Lemos Eduardo Corona — Rodolpho Ortenblad Filho IIJBl SÃO PAULO O AUMENTO DE MENSALIDADES A Diretoria vem apelar para o alto espírito de com- a |0ngo prazo e incapazes de resolver a premente preensão e colaboração dos colegas, para o inadiá- situação do momento. vel aumento das mensalidades dos sócios Titulares, au- Si compararmos a atual mensalidade de Cr$ 100,00 mento este que foi objeto de amplos debates e acu- com as outras entidades congêneres (Inst. de Enge- rados estudos, como poderá ser verificado pela cir- nharia' °rdem dos Advogados) veremos que o I.A.B. cular contando a previsão de receita e despesas dos ainda se encontra muito abaixo daquelas cobradas EjSUDI - i i^r-r por esses órgãos de classe, noves primeiros meses de lyò/. ., . , , . Mais uma vez apelando para o alto espirito de co- A atual Diretoria tem em andamento vários planos leguismo dos Arquitetos Paulistas, agradecemos mais financeiros, que darão no futuro um aumento substan- esta colaboração, ciai de renda ao I.A.B., sendo porém que são planos Rodolpho Ortenblad Filho — 1.° Secretário PADRONIZAÇÃO DE PROJETOS Por isso, o problema "Edifício Público" é essencialmente arquitetônico. Abaixo publicamos o ofício enviado ao Governador do Estado, Considerá-lo apenas do ponto de vista quantitativo, sobre o assunto acima, que foi objeto de acurado estudo por _ como construção a ser semeada em larga escala — parte da Comissõo de Defesa dos Interesses da Classe em reuniões parece-nos Critério destinado a perpetuar OS adapta- que contaram com a colaboração de numerosos colegas. - . r , çoes e os arran|os, a transformar em norma o espi- „_ n , „„ , . . , ,r\r-r rito de improvisação que já tem acarretado prejuízos Sao Paulo, 30 de laneiro de 1957. r . , . , , ,.,, . ,, ,. graves aos serviços alojados pelos edifícios públicos. «., no , .._„,_-. É portanto dentro de suas mais altas finalidades e OòL—02—1 — 1633/0/ . r, , . ,. . , . * . , ... , imbuído dos mais sadios princípios que este Instituto Senhor Governador: faz presente sua opinião contrária à adoção de pro- jetos-padrão para Escolas, Fóruns, Hospitais e Cadeias, O Instituto de Arquitetos do Brasil — Departamento nos moldes preconizados pelo Governo, de São Paulo, tendo em vista a publicação das deci- O projeto tipo alheia-se de toda consideração de soes do Executivo Estadual acerca da padronização dos ordem local; não leva em conta as condições particula- Edifícios Públicos, vem, respeitosamente, à presença de res de solo, de clima e de terreno; choca-se frequen- Vossa Excelência manifestar o ponto de vista dos pro- temente com a cidade a que deve servir por ser ela- fissionais que congrega, certo de que o elevado es- borado a priori de considerações urbanísticas, quer pírito de compreensão do Governador não deixará de ordem física, quer de ordem social e cultural, de aquilatar o real interesse dos arquitetos na solução Perdem-se com isso elementos que poderiam ser justa, quantitativa e qualitativa, dos problemas que o aproveitados em benefício da própria economia, favo- Govêrno enfrenta ao iniciar um vasto programa de recendo a diminuição do custo ou fazendo com que o edificação. edifício se torne mais eficiente na finalidade a que Permita-nos portanto Vossa Excelência a apresen- se destina, já que a consideração da eficiência é fun- tação destas considerações de ordem profissional, damental na definição de economia. isentas de qualquer animosidade política e elaboradas Acresce considerar que o projeto padrão torna-se por quem vê nas obras de arquitetura erigidas pelo rapidamente obsoleto, dado o ritmo de desenvolvi- Estado não apenas o reflexo do dinamismo de um go- mento da arquitetura e da indústria da construção, vêrno, mas também a expressão da cultura de um ficando assim o Estado impossibilitado de acertar o povo. passo com o progresso.