respeitando os característicos da personalidade urba- vas. O Serviço de Planejamento do Estado de São na, disciplinar o que existe e o que for permitido Paulo, criado por decreto lei 24.805, de 25 de julho ¦prever. de 1955, morreu na gaveta. O Relatório Moses foi * * * também — e este adequadamente — esquecido. O governo não cuidou, até agora, seriamente, da forma- Em 1927, na oportunidade dos estudos da célebre ção de profissionais de planejamento e urbanismo. A adutora Rio Claro, o engenheiro Henrique Novais cal- Prefeitura de São Paulo conta, no entanto, com vasto culou, com impressionante exatidão a população paulis- repositório de informações que precisa ser organizado, tana para 1952. Tudo o que foi feito em São Paulo, Tem um padre francês, em Paris, pensando em São quer pelas empresas concessionárias de serviços pú- Paulo, com um contrato no bolso, blicos, quer pela própria Prefeitura (que tem meios absolutamente eficientes para controlar a veracidade * * das previsões), foi feito sem levar em conta esse cál- • culo e sem a menor idéia de disciplinar coisa alguma. O exemplo da capital paulista, crescendo sem dis- plina, é mau exemplo para as cidades do interior. No entanto, algumas cidades do interior, passando por cima do exemplo que vem de cima, estão levando a Só mesmo a execução de obras volumosas de pro- sério a pesquisa de solução racional para seus profundo alcance (sistema de produção de energia, rema- blemas. nejamento da rede viária, regionalização da produção, etc.) e cujo término demandaria um prazo de 10 anos, poderia mudar o esquema da distribuição A imposição de um gabarito particular para o ar-demográfica na região geo-econômica paulista e, por- ranjo urbano é apenas valiosa na medida em que tanto, o ritmo de crescimento da metrópole dessa re- possa colocar, em termos práticos e incontornáveis, o gião. Essas obras não foram ainda iniciadas e nem problema das diferentes medidas que devem ser to-sequer organizadas. Teremos, por isso, no mínimo, madas num conjunto orgânico. mais 10 anos de crescimento da população paulistana segundo o ritmo atual, de acordo com o qual a * * * cidade cresce mais de 100.000 habitantes por ano. Só um Plano Diretor pode disciplinar esse crescimento. Há uma literatura diversionista em matéria de planejamento urbano. Já foi chamada "cidade jardim" ; * * * hoje se fala em "cidade humana". Uma cidade é um acontecimento muito sério para que possa ser tratado As iniciativas que os responsáveis tem tomado a esse com literatice. respeito, ou são precárias, ou nulas ou ainda negati- L. S. CURSO COMPLEMENTAR DE PLANEJAMENTO E 3.a aula - Uma sistemática regional. Formação URBANISMO paulista e compromissos da atual estrutura demográfica, econômica e social. Importância de alguns tipos Sob o patrocínio do Diretório Acadêmico da Facul- de obras públicas no desenvolvimento regional. Plano dade de Arquitetura Mackenzie, e contando com a Nacional de Viação, planos de estradas e de eletrifi- participação de especialistas na matéria, será minis- cação. Código do Uso Lícito da terra, regionalização trado, durante os próximos meses de setembro e ou- da produção, industrialização e desenvolvimento demo- tubro, um curso de urbanismo, sob o título "Curso Com- gráfico regional. Perspectivas paulistas. plementar de Urbanismo e Planejamento". ,a , ,, . , ,., u i. . , . ' 4. aula — Uma sistemática urbana paulista. Leis O curso abrangerá oito aulas, sendo as mesmas mi- regionais de estrutura demográfica e de estrutura ur- nistradas às quartas-feiras a noite, no Salão Pandiá bana- Formação de cidades e de "cabeças de zonas". Calógeras da Universidade Mackenzie, estando assim Problema do centro metropolitano paulista e do vazio distribuídas : econômico do sul do Estado. l.a aula - Noções gerais de urbanismo e plane- 5-a aula ~ Problemas do urbanismo em São Paulo, jamento. Urbanismo Europeu e Urbanismo Americano °bras Publicas da União, do Estado e do Município. do Norte. Planejamento e planejamento econômico. Problemas legais, problemas técnicos, problemas polí- Esquemas de planejamento regional. Planejamento de r^os e Problemas profissionais. Importância da ativi- bacias hidrográficas. Planejamento metropolitano. dade do arquiteto no desenvolvimento regional. Exemplos e sua aplicabilidade no Brasil, considerada ó.a aula — O problema da administração urbana face aos compromissos da nossa formação e das "in- em São Paulo. Evolução do governo municipal na co- tenções" regionais e nacionais. Uma filosofia ou uma lonia, império e na república. Problemas de atualiza- experiencia ? ção técnica, econômica e financeira da administração municipal paulista. 2.a aula — Situação do urbanismo e do planeja- mento no Brasil. Ensino, tentativas, acolhimento legal ,7- ™la " Desenvolvimento demográfico e seu cál- e resultados. Planos : Amazonas, São Francisco, Para- ™lo. As cmco fórmulas convencionais de cálculo. ná, Uruguai, Ferro, Carvão, Indústria, Petróleo. Trigo Crescimento populacional no Brasil e em São Paulo. r- ía di c u t • " ¦ ¦ ¦ t 4. f a Perspectivas para os próximos 25 (?) anos. e Cate. Plano Salte, Trinomio mineiro, lentativas de r r K w ""^J- planejamento urbano. Comissões e sua significação 8.a aula — Noções sobre a geologia paulista, seus nacional. tipos de solos e sobre o seu aproveitamento econômico.