CAL PRETA Nome dado à cal escura obtida de jazida situada nas proximidades do arraial de Antônio Pereira, distante duas léguas de Ouro Preto, que foi constantemente mencionada em documentos relativos às construções daquela zona. CAL TERÇADA Nome que se dá à argamassa feita de duas partes de areia e uma de cal. Diz-se, também, cal misturada ou cal traçada. CALABOUÇO Prisão subterrânea, sombria e úmida. O termo é mais empregado para designar prisões militares, a maioria delas, antigamente, situadas nos baixos das fortalezas à beira mar. CALABRE Ver CABO. CALAFETAGEM Ação de calafetar. Obstrução de frestas, fendas, ou buracos, com o fim de conseguir homogeneidade de um material de construção, de revestimento, etc. E' muito empregada entre nós, a calafeta-gem dos pisos de tacos, com óleo de linhaça, cola e outros produtos. CALÃO Telha grande usada para revestir o fundo de regos d'água. CALÇADA Revestimento impermeável de pisos ao redor dos edifícios e junto às paredes de perímetro. Geralmente, é assim chamada, a pavimentação mais elevada nas laterais das ruas, avenidas, etc, para uso dos pedestres. Caminho ou rua empedrada. CALÇAMENTO Pavimentação das ruas com MACACOS de pedra. CALCÁRIO Da natureza da cal. Carbonato de Cálcio. Os calcários podem ser subdivididos em quatro grupos : os mármores, as pedras chamadas litográficas, os calcários comuns que dão a cal e o cimento usados nas construções e, finalmente, a greda ou giz. Ver CAL. CALCINAR Aquecer o carbonato de cálcio até transformá-lo em cal viva. CALÇO Cunha para apertor, segurar, firmar ou levantar uma peça que assenta abaixo ou acima de outra. CALDA Argamassa liqüefeita que, por gravidade, preenche orifícios, frestas ou concavidades normalmente inacessíveis à argamassa comum. Foi muito usada por exemplo, a calda de barro ou cal para preencher os espaços entre as pedras acamadas nas valas dos alicerces. Ver ALICERCE. A calda de cimento, em São Paulo, recebe o nome de BOIACA. CALE Designação antiga de rua. Vem do latim : "calle", caminho, atalho. CALEFAÇÃO Aquecimento produzido por qualquer meio, em recintos fechados, para combater a ação do frio. CALEIRA Cano que transporta águas pluviais do telhado. Calha de madeira que transporta líquidos. O mesmo que CALÃO. Existe a forma caleiro, mais empregada quando se trata de tubos de pedra para encanamento de água potável. CALEJA Beco, rua estreita, azinhaga. CALEJÃO Rua larga. CALERA O mesmo que jazida de cal ou caieira. CALHA Sulco, canal ou rego que favorece o escoamento de líquidos. Usualmente, em arquitetura, a palavra é empregada para designar os condutores de ferro galvanizado ou cobre, que circundam os telhados captando as águas pluviais e dirigindo-as aos condutores verticais. Diz-se, também, PORTA DE CALHA quando a folha daquela vedação é constituída de tábuas justapostas, de encaixe chamado de macho e fêmea. Nos palcos dos teatros, é o nome do alçapão estreito que os atravessa em toda a largura. CALHANDRO O mesmo que LATRINA ou bacia da privada. CALIBIO O mesmo que pequena cabana ou tenda. CALIBRE Nome dado ao aparelho usado para moldar gessos ou estuques. Fôrma. E', também, sinônimo de CIMBRE. I CALISSA Nome que genericamente se dá aos restos das demolições. Fragmentos de argamassa seca. Pó ou pequenas partículas de cal que despegam das paredes ou tetos. CAL PRETA - CAMARINHA - 39 CALICOSE Pedrinha. Seixo. Pedra de alvenaria. Significa, também, ca! ou calcário. CALIZ Nos engenhos de açúcar, é o nome da calha de madeira (ou meio tronco de palmeira excavado) que leva água às caldeiras. CALORÍFERO Aparelho que produz calor. Aquecedor de ambientes internos. Lareira. CALORIA Unidade de física com que se mede a quantidade de calor. E' o calor necessário para elevar de um grau centígrado a temperatura de uma grama de água. CALOTA Porção da abóbada esférica ou da cônica, com o fim de dar mais altura ao teto ou destinada a servir de fundo para pinturas decorativas. CALUJE Abrigo, casinha ou rancho de palha. CALUNGA Desenho representando gente. Boneco, figurinha de madeira, vidro, barro, metal que tenha a forma humana, conforme Antenor Nascentes em seu Dicionário do Folclore Brasileiro. Em algumas regiões do Brasil é o termo empregado para designar a representação de figuras que completam os desenhos e as perspectivas dos projetos na arquitetura contemporânea. CALVIM Termo antigo que se refere à manilha que conduz água. CÂMARA Compartimento de uma habitação, especialmente o dormitório. Aposento. Edifício onde funcionam tribunais eclesiásticos, civis, comerciais, políticos ou corporações de pessoas ligadas àquelas atividades. CAMARANCHÃO Obra avançada nas fortificações. E', também, o mesmo que CA-RAMANCHÃO. CAMARATA Grande salão que serve de dormitório coletivo em quartéis, colégios ou hospitais. CAMARIM Diminutivo de câmara, empregado para designar o local reservado para a imagem do santo padroeiro, ou Santíssimo, sobre o altar mór das igrejas. Nos teatros, é o aposento onde vestem-se e caracterizam-se os atores. Ainda, gabinete ou retrete asseado. CAMARINA Pequena câmara. Camarim. E', também, o nome das prateleiras triangulares engastadas nos cantos reentrantes formados por duas paredes. CAMARINHA Diminutivo de câmara aplicado para designar dormitórios ou al-covas. Em nossos primeiros séculos foi generalizado o emprego do termo com aquele sentido, aparecendo a palavra com muita freqüência em documentos antigos, principalmente inventários. Existiu, também, a for ma CAMAROTA com a mesmo acepção. Foi costume, em nossa arquitetura particular antiga, a construção de pequenos aposentos superiores, acima do último pavimento normal, como se fossem pequenos torreões engasgados na cobertura que, longe de representar um aproveitamento do desvão do telhado, constituíam mais um minúsculo andar, geralmente servindo de dormitório com o nome de camarinha, ou de ÁGUA FURTADA. Esse agenciamento (ver ilustração) parece decorrer do costume anterior de se aproveitar os espaços conseqüentes do ponto alto dos te-