40 - CAMAROTA - CAMPANÁRIO Ihados da época. Em inventário paulistano de 1711 (Maria de Morais) vemos : "dois lanços com seu quintal, com uma sala forrada e uma camarinha assobradada"... Essa solução, ou aproveitamento, foi comum nos primeiros tempos, não só para a obtenção de quartos como para a criação de depósitos internos. Camarinha é, também, o nome dado a certas prateleiras triangulares situadas nos encontros de duas paredes. CAMAROTA Termo que às vezes aparece nos velhos inventários paulistas com o mesmo significado de CAMARINHA. CAMAROTE Compartimento nos teatros, que comporta geralmente cinco pessoas sentadas, de onde se vê a representação. CAMARTELO Espécie de martelo usado peíos canteiros que serve para desbastar grosseiramente a pedra. Tem um dos lados ponteagudos e o outro arredondado ou de face chata e quadrada. CAMBA E' o nome dos elementos curvos que compõem uma CAMBOTA. CAMBARÁ Madeira de primeira qualidade de cor branco-pérola com veios amarelados. Mais empregada em construções navais do que em civis. Peso específico aparente (15% hum) 0,75. Flexão estática, limite de resistência (kg/cm^), madeira verde : 660; madeira a 15 % hum 8Ó0. Maquinia Polymorpha, D.C. Família das Com-positas. CAMBOTA Molde de madeira usado na confecção dos arcos e que entra na composição dos SIMPLES. Também é a peça de madeira com meia volta com que se armam os tetos de estuque, nos vértices; ou outra, em arco, que assenta horizontalmente no alto dos nichos, nos altares sobre a qual (várias vezes repetida) pousa o SOBRE-CÉU. CAMBRA No linguajar do povo, corruptela de CÂMARA. Antigamente, era sinônimo de ABÓBADA. CAMBRAR Termo antigo que significava arquear ou fazer curvas. Construir abóbadas. CAMBUÍ Madeira de construção usada principalmente em esteios e caibros. Sinonimia : Camboim e Cauví. Peso específico médio ¦ 0,736. Myrcia Sphaerocarpa, D.C. Família da Mirtaceas. CÂMERA O mesmo que CÂMARA. CAMERIM O mesmo que CAMARIM. Espécie de armário. CAMISA Obra de pedra e cal, ou muro estreito, construída ao redor de uma obra de fortificação. Argamassa com que se cobre ou reboca qualquer superfície construída. CAMPA Pedra sepulcral raza, com ou sem inscrição, que cobre a sepultura. Sepultura. CAMPAINHA Ornato arquitetônico de forma redonda, quadrada ou cônica, à semelhança de uma campainha propriamente dita, figurando, às vezes, gotas de água, pelo que também é chamado GOTA. Comumente em nossas construções religiosas o campanário situa-se nas próprias torres, como neste exemplo da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, Minas. CAMPANÁRIO Torre onde se encontram os sinos, formando parte da construção ou separada dela. Nome raras vezes aplicado à janela pequena da "torre de igreja" em cujas partes laterais é afixado o eixo que sustenta o sino. Por extensão, a freguezia, a aldeia. Nas primitivas construções religiosas, quando havia sinos, eram construídos campanários isolados de madeira, como no caso da primeira ilustração, que se refere à primitiva capelinha da Conceição, Mariana (cópia segundo S. Vasconcelos) 1714. Mais tarde* a tradição desses campanários isolados, sugeriu a construção dos mesmos em alvenaria, como ocorre em várias capelas mineiras, por exemplo, a terceira ilustração, que é a capela de São Sebastião de Ouro Preto. A última ilustração é a Igreja da Pampulha de Oscar Niemeyer, ostentando o mesmo agenciamento do campanário. Por fim, na segunda e no quarta ilustrações, vemos exemplos, de campanários participando da parede principal da construção. Um é o campanário da igreja do Embú, em Itapecerica. São Paulo, do século XVII e o outro pertence à Casa de Câmara e Cadeia de Mariana, Minas, construção do século XVIII. «jske:.-.; ................................__........................._..................................................._..........................._........................................_..............................._........._.*_*¦ -*_-**,: