que lhe move a esposa ou se o abandonarem seus fi- o faz. O que vem em seguida é que êle consegue lhos, etc, jamais o arquiteto será considerado culpado. conduzir à profundidade. Para isso necessita da vista Todavia, muitíssimo êle contribui para isso e está em binocular, a vista em profundidade. Pode estender a condições de dissolver quaisquer laços matrimoniais. faculdade visual e dilatá-la à distância. Quanto a mim, naturalmente, jamais concorrerei para O que há de interessante é que todas essas coisas tais coisas, pois sou um ser humano pacato que tenta estão combinadas com infra-tons emocionais, por exem- obter o contrário. pio, a acomodação a distâncias longas representa um Admite-se, que o arquiteto se ocupa, notadamente, processo de relaxação. Temos, sempre, a sensação de da impressão visual. A origem disso vamos encontrar, repouso, ao olharmos para longe. Se tivésseis de mo- principalmente, na Renascença, quando as leis da pers- rar em uma casa pequena sem janelas (eis, por exem- pectiva, segundo Euclides, foram redescobertas, reela- p'°, uma explicação difiológica da janela), vós vos boradas e descritas em livros. sentiríeis mal, mesmo que houvesse ar condicionado. Ver-vos-íeis privados de todas as belas coisas existen- Estabe eçamos o sequinte : A vista nao e, meramen- ,____ M-____j;„j„ „u-„+,,,-u * , a , tes ou ocorrentes na natureza. Nao podieis, sobretudo, te, um sentido de vez que o olho e um vasto feixe experimentar a relaxação, portanto a vista de profunde sentidos Não temos cinco sentidos, segundo acre- djdade e q de|fcja da distância Um dos recursos mais ditavam Pa adio e Vitruvio, mas mi noes de diteren- .,, , , ._____. - __,__A____„ j„ ^.^ , maravilhosos de aprofundamento sao os tenomenos de tes receptores sensoriais, cujo numero aumenta con- , .... , , ____.. . I__ "i__ „~f,, ^ . . . paralaxe utilizados pelo arquiteto. Isso exige, natu- tmuamente, qraças a novas descobertas. Nao e eluci- , , i__i . ¦__„,„j„,___„„;,., ' a * -ii ralmente, movimentação local do observador aprecia- dativo separar, hermeticamente, um sentido; todos , . . . __., . 1__i„___,,.. . _„ , , , _ i dor, para a qual este e seduzido pelo arquiteto per- acham-se ligados estereognosticamente. O ser huma- , .] p, „. . „„t„ - „,,„ ~^.A „„rt„ „ 3 ¦ ,3 .^lr feito. Durante a movimentação o que esta perto e no é uma unidade. Não ha divisões nem seções. Olho, . ¦„'.•„ __„„ j__i__-__ ... i/i o que se encontra mais próximo parece deslocar-se daqui, para um cava heiro quq quer no auditório e dis- . » ..___. u j:„t__t ,u__ M ' \ M M , mais rapidamente que o que se acha distante e ultra- tinqo, claramente, sua fisionomia. Tenho, porem, di- L V , . . i , . , . , atastado. ticuldade em ver bem a parte interior de sua gravata. Daí em diante o grande campo visual se torna, em Para concluir, eu desejaria dizer ainda algo relati- tôdas as direções, gradativamente menos nítido. Vejo, vãmente a cores. Admitamos que eu seja procurado entretanto, ainda, as pessoas postadas nas passagens Por um, ca*al