e possíblltdades comuns, única maneira de precisar e de 6 — O destino humano já não se elabora com obras individuais fazer frente ao significado da crise atual do mundo. mas sim com propósitos e realizações que conjuguem os o . t-jjjL - *.-jj l*-~ anseios coletivos. A arquitetura contemporânea carece 3 — A suprema qualidade do homem e o sentido da ubicaçao J* r iL I . • - - j ' v/í de uma unidade universal de propósitos conjugavel com que lhe permite discernir as vigências da sua época. Vi- , ia i i *£.m.JÊÊÊÊKÊÊ os acentos particu ares e a peculiaridade loccl. A essência vemos no centro de um vasto fenômeno, que esta gestando ^ . , r -jL-j.'- aí. j*i*. ea eficácia da arquitetura não radica nas suas formas a maior transformação da historia. A transcendental tare- M ,, - • * „ i „ l. „ :___j« mas sim no espírito que a inspira, no sentido que a ín- ta da nossa geração consiste em enlaçar o humanismo da V i ¦ i a ¦ I i- . i . . 1't- a„ WÊÊÊÊ forma e nos objetivos que tem de satisfazer. A arquite- cultura clássica com os conhecimentos científicos da época . i r i i ... i tffkJ tura é a expressão da época, e se a nossa é a do Pla- para fazer frente e resolver o dramático desequilíbrio en- . r , ¦ . i r -j - i I „ neiamento, de este deve ser função a arquitetura. Assim tre o atrazo economico-social e o formidável progresso ' 5 r se trava a liqa entre a arquitetura, função da cidade, a da técnica. a ^ * cidade, função da região; a nação do continente, e o 4 - Há problemas que o mundo não pode já permitir que sigam continente, função do mundo. ao "Deus-dará" e que deverão ser integrados em uma 7 - O papel do arquiteto ultrapassa já a dimensão de uma imagem coerente, coordenando a diversidade em uma uni- farefa que primordialmente se atinha ao crédito pessoal dade de orientação social que, pondo ao serviço da socie- ou QO proveito mercantil. Ao formular-se um novo código dade a ciência e a tecnologia, permita traçar as soluções do arquiteto deverá tomar-se em conta que a civiiiza;ão comuns. Disto derivamos o conceito do Planejamento in- Q converteu em intérprete e servidor dos anseios e vigên- tegral, que dá vigência e contextura à nossa civilização e das do poVQ e da cu|tura que 0 sustentam e lhe dão define a forma de considerar, de ensinar e de exercer a personalidade profissão dentro da tarefa comum à que ninguém tem di- Estas considerações de carater gera| proporcionam-nos elementos reito de iludir. para formular um novo Código adequado à nossa época, como, 5 ~~ O homem é o primeiro valor dentro de uma sociedade sem dúvida, foi para a sua o de Guadet; e leva-nos diretamente civilizada. Um propósito ou uma atividade têm hierarquia ao objetivo do Grupo de Trabalho número 2 do III Congresso da humana quando partem do homem como função e voltam União Internacional dos Arquitetos : Deveres do arquiteto para a êle como objetivo. Impõe-se um regresso à natureza consigo mesmo, para com os seus colegas, clientes, colaborado- para encontrar o justo equilíbrio entre o agro e a urbe, res, etc. planejando a produção e a distribuição — tanto dos bens O Código dos deveres do arquiteto deriva-se do dever essencial materiais como de espírito — para prover o consumo so- que tem para consigo mesmo, isto é, o dever de contribuir para ciai. A presença do homem na sociedade deixou de ser o cumprimento do destino humano desde o âmbito das suas ativí- a do homem econômico ou político para atingir a altitude dades, muito importante na tarefa comum. O verdadeiro "cliente" do homem social. Portanto a missão do arquiteto na socie- do arquiteto contemporâneo é o sociedade, mais a civilização e dade não tem por fim atuar como arquiteto-homem senão ! a cultura, das que depende a inspiração, a eficácia e a perdura- como homem-arquiteto. bilidade da sua obra. ROQUIS DOS FATOS Toronto — Acham-se inscritos para o concurso do dem se dirigir diretamente ao Comitê de Organização, ty Hall daquela cidade, cerca de 1.600 arquitetos, no seguinte endereço : 7, rua Chtchoussew, Moscou, K-l. 3S quais 36 brasileiros. E' esperado a entrega de • O "Fondo de Cultura de México" acaba de edi- )0 anteprojetos, o que constitui hoje um dos proble- tar um livro de Richard Neutra : "Vivienda y planea- 3S de Mr. Arthur — espaço. Segundo o edital o miento" que já está nas livrarias. ri terá 8 dias para indicar os oitos vencedores da • "Nova York é, urbanisticamente, a cidade mais imeira fase. errada do mundo — declarou recentemente, numa en- Uma das calamidades que está sendo verificada ¦ trevista, o célebre arquiteto norte-americano Frank :lo Departamento de Urbanismo da Prefeitura Muni- Lloyd. — Nem o mais atrasado chefe da mais atrasada oal, ao adiantar os trabalhos de levantamento total tribo africana permitiria que seus súditos construíssem 3 Município, através da aerofotogrametria e os valio- edifícios tão altos em ruela sem ar, sem luz, sem ne- s estudos do grupo do padre Lebret, é aquela que nhuma possibilidade de controle higiênico, como as m demonstrado a inexistência de dezenas de lotea- desta cidade". E acrescentou — "O aglomerado de =ntos aprovados e provavelmente todos vendidos, edifícios de 20, 40 andares numa rua de pouco mais as que não aparecem no levantamento e não consta- de 15 metros de largura, é um sinal de desordem o da nova planta. E outros que, aprovados etc, urbanística". ram executados de modo diferente, com ruas deslo- Concluindo, Lloyd sugeriu que a cidade de Nova idas e outras aberrações no gênero. Enfim, estão York fosse arrazada e transformada num imenso prado ndo constatados vários crimes contra a boa fé do irborizado. Em pontos estratégicos seriam construídos ivo e do cidadão deste Município. dois edifícios de 1.500 metros de altura, o suficiente O arquiteto Francisco Bologna, do Rio, paraense para abrigar a população daquela metrópole. : nascimento, acaba de realizar um interessantíssimo o Num recente concurso internacional de projetos ojeto para o monumento a Lauro Sodré, grande vulto para o edifício da Ópera de Sidney, Austrália, saiu publicano que a 17 de Outubro deste ano terá co- vencedor o arquiteto dinamarquês Joern Utzon, rece- smorado o seu centenário. Bologna convidou o es- bendo o prêmio de 5.000 libras esterlinas. O 2.° Itor Bruno Giorgi para colaborar na execução do prêmio coube a um grupo de arquitetos americanos aumento, encarregando-se de toda a parte escultó- e o 3.° a outro arquiteto dinamarquês que receberam :a. O monumento será erguido em Belém. respectivamente 2.000 e 1.000 libras esterlinas de re- Artistas brasileiros despertam enorme interesse na compensa, liça com suas exposições levada a efeito recentemen- • Na revista "Mundo Ilustrado" surge esta notícia em nesse país. Roberto Burle Marx com seus trabalhos "primeira mão" : "Affonso Eduardo Reidy não quiz re- : arquitetura paisagista, desenhos, etc, no Museu de ceber centavo pelo projeto do edifício Sede do Museu •te e Ofícios de Zurich. de Arte Moderna do Rio de Janeiro, localizado em Em Lausanne, "quatro gravadores brasileiros" que pleno aterro de Santa Luzia, e considerado, pelos en- o : Fayja Ostrover, Edith Behring, Piza e Chaves. E tendidos, como uma das mais sérias e ousadas das mir da Silva Maviguier na "Galeria 33' em Berna. obras de arquitetura já levados a cabo no país. Acres- Todos os interessados em participar do V Congresso cente-se que Reidy fiscaliza pessoalmente as obras a i União Internacional de Arquitetos em Moscou, po- fim de que sua execução seja completa".