52 - CHICO PIRES - CIFRA /fâ™*%S> & A CHICO PIRES Í MlfirffJ li CIDADE Madeira. Ver SUCUPIRA AMARELA. ^£ '* ^f Nome que se dá indistintamente a toda grande povoação cujo CHIMBÓ Xv *Str número de habitantes é bastante maior que o dos outros núcleos Madeira. Ver TAMBORIL "^**2 J*** ^e morac':c's círcunvizinhos e, por isso, a ela subordinados administrativa e economicamente. Sob o ponto de vista formal, é um CH1NCHAREL vasto conjunto de edificações, para os mais variados fns, ordena-Ver XINXAREL. das e agenciadas segundo critérios que vão desde os de acomo-CHIPOLIM dação à topografia até às determinantes políticc; ou estéticas. Antigo processo de pintura à base de cola e com várias camadas Assim, a conformação das cidades, ou disposição das ruas ou Iode verniz que posteriormente era polida com pedra-pomes. gradouros públicos, variou e varia no tempo e no espaço. No _ Brasil, podem ser rapidamente historiadcs essas variações formais. U AIAU Ao confrári0 das cidades da América Espanhola, que já nasceram Madeira de construção registrada por Alexandre Albuquerque. Re- orientadas pelas "Leis das índias" que, dentre outras precauções, fere-se, talvez, a CHIBATAN. j * * i , - , , deter mi na vem cruzamentos de ruas cm ângulos retos, as cidades CHOÇA brasileiras, segundo os modelos tortuosos da velha Lisboa anterior Casa rústica. Choupana. Às vezes, cabana coberta de palha ou ao terremoto e de outros núcleos urbanos irregulares como o colmo. Na gíria, o mesmo que prisão. Porto, por exemplo, cresceram desordenadamente com seus becos , e ruas sem cordeamento regular. Em volta das capelas, igrejas, CHOÇA DE CAITITU i n i i , . r casas de conselho, vendas de gêneros e ranchos de tropeiros foram Termo usado no Ceará, segundo Ararípe Júnior, que deciqna "a ¦ , ,. .. ¦„ "... . . , - , , , , , 7 . , , nascendo as vias publicas sequndo a vontade ou disphcencia dos casinnola onde os lavradores pobres manipulam a farinha de man- r . . i r. „ r, , „ . n i moradores ou contorme perm.tiam as ondulações do terreno. Ve- dioca . Registrado por Beaurepaire-Rohan. „ , ,,..,. , , , , mos Salvador subdividir-se em altos e baixos, ligados por tortuo- CHOUPANA sas rampas e íngremes viélas. Vemos Iguape, situada numa pla- Casa rústica de madeira coberta de ramos ou de colmo. Choça nície, extender suas ruas em torno de uma praça arbitrariamente pastoril, como explica Frei Domingos Vieira. Cabana ou casa triangular, chamada pelo povo "o funil de baixo", numa orgia humilde para habitação de pobres. de ângulos agudos e obtusos que a lógica nunca poderá expli- CHOU^À car' Somente na metade do século XVIII é que os governantes ç--f-- j.;^j f _i lii ia procuraram, com maior firmesa, dar mais reqularidade aos nossos oigniticaçao antiga de pequena fazenda ou herdade cerrada so- , . t i .- - - - i i primitivos nuc eos urbanos. Tentativas de boa orientação urbanística bre si mesma, isolada. r * nos séculos anteriores foram esporádicas. Quanto a São Paulo, CHOUSURA por exemplo, apenas na segunda metade da citada centúria é Cercadura, tapume ou muro que separa uma propriedade de ou- que encontramos alguém preocupado com as cidades que se for- tra. Termo antigo em desuso. mavam : o Morgado de Mateus, Capitão-General de São Paulo, CHUMBADOURO dizendo em 1766 : "E porque huma das couzas que as Nacçoens Buraco que se abre nas pedras de alvenaria para nele ser colo- mais cultas costumão ter grande cuidado no tempo prezente hé cado grampo de retensão. Lugar da parede onde é embutida a a semetria, e armonia dos edeficios que de novo se levantão nas extremidade do gonzo de uma porta destituída de marco de ma- Povoaçõens das Cidades, e Villas para que da sua disposição não deira. Em documento referente à obra da Cadeia de Ouro Preto, rezulte a comodidade publica mas também o agrado com que se vemos : "Prestar toda a telha necessária p.a o telhado, nova ou fazem mais appeteciveis e hábeis as Povoaçõens, conhecendo-se servida, mas de igual tamanho, telhoes necessários p.a toda a da sua boa ordem com q' estão dispostas a policia e a cultura Obra, Cal preta, e Areia p.a o m.mo, chumbo p.a segurar os dos seus habitadores". . . Um ano mais tarde, o mesmo Morgado parafuzos dos Caixilhos", etc. (Os Palácios de Vila Rica — Fran- recomendava a Afonso Botelho de Sampaio e Souza, seu primo cisco Antônio Lopes, pag. 252). que andava pela marinha do sul, a respeito da fundação, em -.„.,,.,- 1767, de Guaratuba : "Advirto a Vm.ce que desembaraçado dos CHUMBAR ^ * Originàriamente o verbo refere-se ao ato de soldar com chumbo matos ° *erreno' mande Vm-ce lo9° formalizar as praças e as Ruas, líquido a pedra que recebe o espigão, por exemplo, ou outros fazendo-lhe plantar estações grossos e bem seguros, nos ângulos elementos de pedra ou material diverso. Hoje, nas construções, de todas as quadras Para de huns e outros se cordearem em . emprega-se o termo para designar qualquer processo de fixação direitura as ruas, e as primeiras cazas que se fizerem devem ser na alvenaria dos batentes de portas ou janelas, etc. Fixar, pren- nos ângulos, p.a o q' remeterey^a Vm.ce hum prospecto da figura der liaar das cazas para que todas sejão feitas pela mesma planta p.a ficar a terra maís bonita". Essa orientação firmou raízes e já CHUMBO ... i + vemos as novas cidades nascerem e crescerem regularmente em Meta pesado, dútil, maleáve , de côr cinzenta-azulada. E' o mais i , m ____ j-„ -4. , ¦ , r. torno de uma praça retangular e as velhas procurarem endireitar brando de todos os metais comuns. Seu símbolo é Pb e tem como i _]¦¦*¦ a . il i os prolongamentos das primitivas ruas. A mesma velha Igunpe peso atômico, 207,21. Tem muitos e variados usos nas artes, . . ,.-,.. ,__„ ¦ ¦___. ' abriu novas ruas, em continuação as antigas, procurando assumir tanto líquido como em barras. Usa-se o chumbo para impermea- . . WÊ ¦ .„ r - i ,. r. uma fisionomia moderna , de acordo com as novas regras ado- bihzaçoes e na contecçao de canos para diversos tins nas cons- „ wG&KÊÊ ¦ i r ,. , ,* , | r, „ , . r ^ _ tadas. Regras essas que foram seguidas praticamente ate agota truçoes. Em papeis relativos as obras da Cadeia de Ouro Preto, , , HHHH ,, , _ . , . . , e que se eram boas para os terrenos planos, toram de tristes e vemos : ... acompanhando o Orçam.to do q.to é mister de xapa . . , , , . . . , , f _ ..... , _ , ,, ' irremediáveis conseqüências para as cidades do acidentado pla- de xumbo p.a se torrar os Canaes do telhado da Cadea . Em „. . . , WÊÊ ,,_ „ ,, . . .... r,. ,, . . , . ~r~, nalto. Completando esta noção, deve ser ressaltado que o estudo Os Palácios de Vila Rica de Francisco Antônio Lopes, pag. 257. . _ . L , das cidades nao deve se prender somente ao aspecto tormal. CHUPAU Como disse Lewis Munford em sua obra "The Culture of Cities", Termo de origem lusitana que se referia à chaminé de cozinha ou a c^ade não é apenas um fato físico, mas uma instituição social. ao orifício junto à lareira para saída da fumaça. De raríssima ^ no seu sentjd0 completo é "um plexo geográfico, uma organi- aplicaçao entre nos. zação econômica, um processo institucional, um teatro de ação CHURRIGUERESCO social e um símbolo estético óo unidade coletiva". Refere-se o termo ao gosto introduzido na arquitetura pelos arqui- CIDADE JARDIM tetos José de Churriguera, seus irmãos também arquitetos, Ribera p uma cidade planejada para uma vida saudável e de tamanho e outros seguidores, no início do século XVIII e que teve aplicação nao maior ^o que aquele necessário à uma vida associativa per- posteriormente em vários países. Caracteriza-se o estilo pelos íeita^ roc|eaCja por uma cinta rura|; sencj0 todo o terreno da extravagantes aspectos da imaginação aplicados em vários ele- cidade propriedade pública. mentos da construção, como balcões e vãos, retorcendo e deslo- , cando colunas, frisos etc. e enchendo-os de flores, follhas, gregas, . r. ii . . . , m i „ . ~ i Denominação de toda cidade que se encontra dentro da orbita figuras de homens e de animais, etc. Nele, a ornamentação do- , , , , - j r , i |. i i i i x-i«i4.j de uma cidade maior, podendo ter ela as mais variadas caracte- mina o construtivo. Esta modalidade do barroco toi transplantada _ T " para as colônias espanholas e floreceu sobretudo no México, adotando elementos decorativos astecas. A influência desse estilo CIFA extendeu-se ao Brasil, pelo menos em um exemplar arquitetônico : Do árabe "saifâ", quer dizer areia muito fina. a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, em Salvador, Bahia. CIFRA CIBÓRIO Letras floreadas e entrelaçadas em alto ou baixo-relêvo, pintadas Termo antigo que designava o pequeno baldaquino que cobria ou embutidas que servem de ornemenfo na arquitetura, na serra- certas imagens sagradas. Iheria ou na marcenaria. Comumente, o monograma de um nome. 208