III — PROTEÇÃO CONTRA A NO- a qual trata dos ruídos urbanos e CIVIDADE DO RUÍDO do sossego público. A comissão está a) Meios de Proteção Indivi- assim constituída ; Francisco Pati, Ro-dual berto Paulo Richter, João Leifís Car-A cargo do Dr. Diogo Pu- doso, Carlos de Campos Azevedo, po Nogueira Cassio de Moraes Alves, Antônio b) Redução dos Ruídos em José Capote Valente, Elvio Novelle-Suas Fontes de Origem to, Luiz Gomes Cardim Sangirardi, A cargo do Prof. Lauro X. Rino Levi, J. E. de Resende Barbosa, Nepomuceno Jarbas Karman, Bernardo Bedrikow, c) Tratamento Acústico do Alexandre Spagat e E. L. Berlink. Ambiente Das conclusões a que chegar a A cargo do Eng.° Roberto comissão, faremos publicar seus itens Paulo Richter neste boletim. A apostila conseqüente dessa Con- • A Associação Brasileira de Nor- venção realizada em Salto, na Eu- mas Técnicas e o Instituto de Pesqui- catex S/A., será fornecida sob pe- sas Hospitalares, já contam entre dido à Secretaria deste Instituto. seus principais colaboradores uma Comissão de Acústica que conta com • Foi designada pelo Prefeito do membros do Instituto Brasileiro de Município de São Paulo a Comissão Acústica, e seu objetivo é a norma- que deverá regulamentar a Lei n.° lização e regulamentação dos res- 4.805 de 29 de setembro de 1955, pectívos códigos. SERÁ PREJUDICIAL O RUÍDO DE CARRILHÕES DE IGREJA? Há alguns anos atrás uma igreja trocou seu relógio mecânico (que batia a hora e a meia hora) por um sistema eletrônico de carrilhão, como o que faz soar os Carrilhões de Westminster, cada quarto de hora, das 8,00 da manhã às 9 horas da noite e toca hinos às ó horas da tarde. Levantaram-se muitos protestos, sendo realizada na Prefeitura, uma reunião dos queixantes. Os protestos foram rejeitados pela argumentação de que as igrejas e sinos são quase sinônimos, desde tempos imemoráveis. Mas a defesa dos queixantes foi a de que os am-plificadores eletrônicos não eram sinos, portanto, sem a tradição religiosa estabelecida. Mas, o resultado foí que o nível de som desses carrilhões foi diminuído e a maioria dos vizinhos habituaram-se a eles. Entretanto alguns residentes extremistas, mudaram-se e outros ameaçaram mudar-se da vizinhança. Alguns gostavam dos carrilhões achando que a comunidade foi beneficiada por eles Este incidente é relatado, porque pode interessar às pessoas que lutam pela redução de ruído, nas comunidades suburbanas. Alguns dados relativos ao problema do ruído de carrilhões de igreja, poderiam ser úteis para as igrejas e os fabricantes de carrilhões, em locais suburbanos. A CORPORAÇÃO LOCKHEED DE AVIÕES ENFRENTA PROTESTOS CONTRA O RUÍDO Residentes próximos ao Aeroporto de San Fernando Valley, Califórnia, dirigiram uma petição contra a Lockheed Aircraft Corporation, alegando que o movimento de aviões, no Aeroporto, tornou-se um distúrbio e uma ameaça às suas vidas. A ação movida contra essa Corporação, por 56 famílias, argumenta que as propriedades se desvalorizaram devido a "ruídos altos e inoportunos" de aviões que fazem vibrar, sacudir e estalar suas residências. Caso a Corporação não tome providências, uma indenização de Si4 milhões de dólares será exigida pelos prejuízos causados. A IDENTIFICAÇÃO DOS INDIVÍDUOS SUSCETÍVEIS AOS RUÍDOS Problema de inegável valor para os médicos industriais e para os otologistas é o da identificação precoce dos indivíduos suscetíveis aos ruídos. Carhart, em artigo recente (American Industrial Hygiene Assocía-fion Quarterly, vol. 18 n.° 4, pág. 335-340, Dezembro de 1957) analisa criticamente as provas que podem ser empregadas com tal finalidade, mostrando que ainda não se dispõe de um método suficientemente merecedor de confiança. Aliás, a afirmativa de que a própria natureza dá predisposição maior ou menor aos ruídos, é ainda revestida de dúvidas. A prova talvez mais prática, em uso hoje em dia, para identificação dos suscetíveis aos ruídos é a "Modificação temporária do limiar da audição". Outras junções auditivas que têm sido exploradas com o mesmo objetivo são : a sobrecarga auditiva e o desvio cumulativo da sensibilidade, ambas de difícil avaliação prática. Na revista da União Americana de Medicina do Trabalho, "Salud Ocupacional" número de novembro de 1957, Lawrence e Blanchard, tratando o mesmo assunto, relatam sua experiência com as determinações do limiar de distorção, na apreciação da suscetibilidade ao trauma acústico. 233 PROGRAMA AUDIOMÉTRICO RECOMENDA- O uso de capas redutoras de ruído, nas DADO PARA A INDÚSTRIA instalações já existentes, é, em geral, im- A importância de investigar qualquer área possível. Assim, o maior e melhor recurso de instalação industrial, onde seja impôs- será ° uso de chaPas acústicas e absorven- sível ouvir-se a voz elevada de um homem tes de sons funcionaís. é explicada num artigo da revista "Manu- Mr- Ransom enumera uma série de insta-tenção Industrial e Operação de Instalação". lações, tanto de chapas acústicas como de Esta sugestão deveria ser seguida com um outros absorventes de som, e declara que estudo completo de todas as áreas conheci- essas chaPas poderão ser usadas com efi-das como possuidoras de um alto nível de ciência, na parede junto ao teto. Uma ins-som. Devem ser tomadas medidas corretivas, falação de materiais absorventes numa saio tais como bases onti-vibratórias, isolamento! resultou numa redução suficiente para per silenciadores de escapamento, enclausuramen- mitir seu us0 em solas< com altos níveis de to e outras medidas que proporcionarão uma falcL Foi menci°n°d° grande quantidade pronta solução. Uma segunda medida, de material isolante de som, segundo o nú-igualmente importante, é a formação de um mero de locais 1ue requerem sua aplicação, teste de audição compreensível, de progra- ,ais como : salas de composição, salas de ma audiométrico, baseado em três medidas impressão, áreas limitadas e escritórios, principais : o uso do equipamento audiométrico necessário, exemplos pessoais de ex- COMPANHIA QUÍMICA SILENCIA AS PAR-posição ao ruído e o teste de audição feito TES MAIS RUIDOSAS DE INSTALAÇÕES a todos os empregados, cada seis meses. INDUSTRIAIS Embora não seja necessário proteger o ouvido dos empregados, um programa edu- A ComPanhia Química Ansul de Mari- cativo que explique os objetivos dos testes nene' Wisconsin, possue uma instalação, ge- e o equipamento usado, não só auxiliará a ralmente, silenciosa. Entretanto, a diretoria companhia na prevenção da perda de au- decidiu garantir a segurança da audição de dição, como facilitará o reingresso dos ope- seus emPregados, contratando o serviço II- rários que já perderam um pouco de audi- vre de exame do Departamento de Saúde ção, habilitando-os para o trabalho, o que do EsTaal°- Um Engenheiro de som do De- torna esses operários, consequentemente, partamento de Saúde do Estado encontrou mais produtivos. apenas três locais na instalação onde o ní- ~ , , vel máximo de ruído estava acima do nível REDUÇÃO DO RUÍDO DE MAQUINAS IM- permitido, podendo ser causa potencial de PRESSORAS POR MATERIAIS ACÚSTICOS perda de audisâo. Métodos simp|es mas A eficiência dos materiais acústicos, no engenhosos, foram aplicados para reduzir a controle de ruído de máquinas impressoras, saída do som de sua origem, como o ar e o assunto de um artigo do engenheiro comprimido circulando por um bocal, uma George Ransom, publicado no "The Inland chave de porca de impacto de ar deixando Printer". a corrente passar para um tanque de água. Este jornal indica que os que projetam o Embora todas as áreas de instalações in- mecanismo de máquinas impressoras, preo- dustríais pareçam estar protegidos contra o cupam-se tanto com a rapidez e eficiência ruído, Ansul instituiu um programa de teste do funcionamento da máquina, mas, não audiométrico, incluindo o exame antes do pensam no ruído produzido por elas e que emprego e os testes anuais. Mas os locais tal ruído tende a aumentar, também, com suscetíveis ao aumento de nível de ruído se- a velocidade da máquina do futuro. fão verificados cada dois anos.