LOTTE SCHWARZ TAGEBUCH MIT EINEM HAUS Verlag H. Girsberger — Zürich, Suíça, 1956 — 129 págs., sendo 74 de texto em alemão, 36 fotos e 13 desenhos com legendas, 21 x 15 cms. Este diário foi escrito em estilo íntimo, salpicado de delicioso humor e dedicado ao esposo da autora, um arquiteto suíço. Descreve a construção e instalação do próprio lar, desde a aquisição do respectivo terreno até à inauguração da casa. Residia o casal, então, com seus dois filhos, provisoriamente, na casa de um colega que partira com destino aos Estados Unidos, casa essa — o "ninho de vidro" — considerada uma das belas vi vendas da ei rcun vizinhança de Zurique. As obras iniciaram-se com o plantio de árvores e mudança e necessário abate de outras. Ideal : verde, muito verde 1 A draga teve de respeitar a cerejeira !. . . Setencia a espirituosa autora : "Uma árvore tombada é símbolo de derrota !" Na nova casa haverá espaço para um cão e um gato ! Registra Lotte Schwarz : "Filosofias são pedras com que um espírito audaz erige paredes imaginárias sobre o solo da humanidade". Considera a autora o lar sob o trinômio : trabalho (o atelier, cozinha, etc), vida (o "living"), e paz e tranqüilidade (dormitórios). Denomina a ampla janela de "as quatro estações do ano", de vez que através da vidraça gozará os respectivos panoramas vivos. Diz que "tapetes significam resignação, capitulação, temor ante a parede branca". Madame Lotte trabalha, ao lado do marido e dos operários, ativamente, na construção da residência. E conta, ainda, com a ajuda de parentes e visitas íntimas, como que visando vinculá-los à obra. Da festa inaugural participam todos os artífices que contribuíram para o surgimento da morada moderna, à qual a autora empresta, destarte, vitalidade, espiritualidade, "poetizando o real", como o comentarista leu, há poucos instantes, em outra publicação. Nas linhas finais do interessante livro Lotte Schwarz se refere ao "canto das serras" e à "luz azul-claro de uma forja", indiferente ao que "a flor enfia suas pétalas através dos vãos do cerca do quintal". E» B, OTTO KINDT DAS WOHNLICHE HAUS {A casa confortável) Ullsteín Verlag — Berlim, 1957 — 88 págs., 102 reprod. fotogr., 77 desenhos. Texto e legendas em alemão, 27 x 20 cms. Neste belo livro impresso em papel glacê encantam a vista do leitor e tocam sua sensibilidade interiores e exteriores de modernas casas residenciais em meio às indispensáveis molduras verdes. São obras de arquitetos suíços, britânicos, austríacos, dinamarqueses, franceses, alemães, suecos, holandeses e um norueguês. Nota-se, nos vários países, certa uniformidade no tocante à construção de casas residenciais e ao sistema de vida, tanto assim que, em muitos sentidos, já não mais se pode falar em limites geográficos e políticos. O autor tem em mira auxiliar o leitor no planejamento e na construção da casa própria. A casa para uma só família, cercada de jardim e quintal, desempenha aí um papel especial, sendo, portanto, em grande número os espécimes apresentados à guíza de modelo. A casa própria e independente valoriza a personalidade do " seu dono. Assim é que o indivíduo, que se sente uma parcela da coletividade, sabe que sua vida se entrelaça com a dos seus concidadãos e que a casa por êle habitada representa tanto uma parte sua como da sociedade em que êle vive. Encerra, por conseguinte, o livro aqui rapidamente descrito lijões" utilíssimas que muito recotnendam sua -leitura. E. B. Nova Sede e Piscina do Club Atlético Paulistano ILUMINAÇÃO DA PISCINA executado pela PETERCO - Com. e Ind. de Eletricidade Lida. Rua Pelotas, 141 - Fones: 70-4046 e 70-4053 - S. Paulo