O CONCURSO (E ESCÂNDALO) DE SANTO ANDRÉ' Jorge Wilheim O título extremamente "jornalístico" visa chamar a lunata de Bernini no Vaticano, antes das reformas atenção e alertar os colegas, como poderão perceber "mussolinianas"); ou criando planos elevados que per- pelo texto que segue. Foi publicado em maio deste mitissem vista elevada (vide teatros gregos); ou a gran- ano o edital de concurso para anteprojeto de um c!e visual, a avenida de acesso, a grande esplanada. conjunto esportivo compreendendo estádio, ginásio, ° Proieto vencedor larqs. Júlio Neves e Pedro Paulo piscina, quadras de tênis e tratamento paisagístico. O Saraiva) escolheu este último caminho abrindo corajo- , ~ £ .. ic a j - <-> _i- samente uma avenida de fundo de vale indo do centro patrocinador era a Prefeitura de banto André. U edi- , , ! i , i 'j de Santo André a praça que marca o eixo do con- tai era razoável, apenas fazendo-se notar a ausência , " ki -rt-i-i , , _ , ¦¦ lunto. O pro eto do arquiteto Maurício T. ochneider do I.A.B. na orqanizaçao do concurso, a ausência de , , ., . , , . i . . (segundo lugar ex-aequoi adotou a segunda possibi- nomes do iun e especialmente o prazo por demais ,., , ~ , , .,. , ,. , 1 r li! lidade. Os demais classificados (arq. Lindenberg e curto (quatro semanas!) face à complexidade do pro- Qrq Rubens Q Vjanpa; RjCQrdo Sjevers e R MoraleSí blema. Devido a estes fatores, houve participação segundo lugar ex-aequoi pecam pela falta duma clara limitada e resultados forçosamente menos brilhantes se conceituação na implantação da obra e sua relação compararmos este concurso à outros realizados ulti- com a cicjade. Muito presos às vias de acesso exis- mamente. tentes (e insuficientes) não resolveram, a nosso ver, de Uma obra de arquitetura, na medida em que au- forma feliz a ligação obra individual — cidade. Indis- menta sua importância social, adquire valor de sim- cutivelmente a implantação mais feliz é a do primeiro bolo e monumento. No caso do problema em paute, colocado e este fato serio mesmo suficiente porq ga- sua relação com a coletividade ia cidade) parece-nos rantir sua classificação. porisso constituir-se no ponto de vista fundamental para Analisado este primeiro ponto de vista que consi- uma análise crítica. Surge assim o problema da im- déramos fundamental, - passemos em revista isolada- plantação do conjunto : a imponência e escala da mente cada projeto classificado. O arq. Lindenberg obra requer um espaço e referências,- estas poderiam não definiu, a nosso ver, suficientemente as entradas,- ser obtidos de diversas formas : fazendo surgir súbita- o desdobramento dos acessos (numeradas e gerais) por mente uma grande praça e sua arquitetura (tática da meio de rampas e circulação pareceu-nos feliz, com "surpresa", vide Praça S. Marcos em Veneza ou a Co- o ingressos principal numa esplanada. A vista sobre