NORMAN F. CARVER JR. FORM AND SPACE OF JAPANESE ARCHITECTURE (Forma e Espaço na Arquitetura Japonesa) Shokokusha Publishing Co. — Toldo 200 págs., 180 ilus., 28x22 cms. Para se aquilatar o valor desta obra de um jovem arquiteto de Yale, basta citar que mesmo no Japão sua influência tem sido considerável, merecendo grandes elogios por parte da crítica e dos melhores arquitetos nipônicos. Norman Carver possue uma elogiavel admiração pela arquitetura tradicional japonesa que, aliada a uma excepcional intuição seletiva, contribuiu para uma coletânea de 158 fotografias perfeitas do que melhor poderia ser documentado, seja nos monumentos históricos, seja nas casas dos camponeses. Sem pretender uma obra cronologicamente válida ou reeditar um estudo histórico, Carver leva-nos a uma compreensão dos princípios essenciais contidos na filosofia arquitetônica do Japão. O reduzido texto que acompanha o farto documentário fotográfico, é uma síntese daquilo que podemos chamar de poesia dos materiais aplicados em sua forma mais adequada, sem falsificações. Este pequeno trecho é um exemplo típico : "Os materiais são respeitados e reverenciados por suas formas naturais, padrões e texturas; os efeitos são conseguidos por simples contrastes ou relacionamento dessas qualidades que lhes são inherentes". Ao terminar este comentário, não podemos deixar de nos referir à técnica perfeita das fotografias em preto e branco, bem assim como ressaltar a excelência da composição gráfica do livro. Rodolpho Ortenblad Filho. • LUDWIG KIRG1S TIEFBAU - TASCHENBUCH (Manual Técnico de Construções Civil' Franck'sche Velagshandlung — Stuttgart, Alemanha, 1957 652 págs., 1660 ilus., 297 tabelas, 15x11 cms. O manual técnico, cuja décima edição temos em nossas mãos, é do tipo de manuais de bolso e que inestimáveis serviços prestam aos engenheiros pela facilidade de consulta e pela forma completa, porém suscinta com que são tratados todos os assuntos pertinentes. Tiefbau-Taschenbuch abrange diversos capítulos, iniciando com tabelas matemáticas, e seguindo com estática, mecânica, resistência dos materiais. São tratados extensamente os capítulos propriamente de técnica aplicada como topografia, movimento de terra, fundações, hidráulica, construção metálica e concreto armado, além de importante capítulo dedicado a equipamentos de construção civil. A parte final trata das normas alemãs aplicadas à construção civil. Manuais desse tipo devem figurar na biblioteca e no canteiro de obras de todo construtor. S. Wolosker. • KARL-H. T1SCHER HOCHBAU-TASCHENBUCH (Manual Técnico de Grandes Estruturas! Franck'sche Verlagshandlung — Stuttgart, Alemanha, 1957 582 págs., 300 ilus., 160 tabelas, 15x11 cms. Este manual, da mesma editora de anterior, completa-o dentro do campo de construção civil. A terceira edição saída a lume, traz capítulos dedicados à fixação de normas, padronização na construção, execução de lajes e telhados, materiais de construção, organização de canteiros de serviço, apreciação econômíco-financeira da construção, tabelas técnicas de todos os tipos e uma seção que apresenta os últimos progressos da pesquisa no campo da construção. Manuais como os presentes poderiam prestar inestimáveis serviços a um círculo grande de profissionais em nosso meio, desde que traduzidos ao vernáculo e adaptados aos princípios e normas que regem a técnica de construção entre nós. S. Wolosker. LIVING WITH THE SUN (Vivendo com o Sol) The Association for Applied Solar Energy - Phoenix, E.U.A., 1958 68 págs., fartamente ilus., 36x36 cms. Contendo sessenta projetos selecionados dentre cerca de 1 .600 concorrentes que se apresentaram ao Concurso para uma Casa Solar, patrocinado pela Associação da Energia Solar Aplicada, constitue um valioso exemplo das possibilidades da utilização da energia solar com a finalidade de proporcionar conforto térmico às habitações de maneira permanente e economicamente viável. Os projetos dividiram-se basicamente em duas categorias: 1) aqueles em que os coletores solares fazem parte integral da composição, controlando e limitando sua concepção, — 2) aqueles em que as unidades coletoras constituem elementos independentes da composição, facultando soluções mais convencionais. Todos os projetos premiados podem ser classificados na primeira categoria, sendo suas soluções válidas do ponto de vista estético e funcional. Apesar de constituir um campo experimental ainda recente, podemos concluir que nos anos futuros serão postas em prática soluções econômicas e esteticamente viáveis. O projeto vencedor encontra-se em execução, sendo suas principais qualidades a perfeita integração dos coletores solares na composição e a flexibilidade do uso no verão como "brise-soleil" orientável. Rodolpho Ortenblad Filho.