Há porém, algumas outras declarações, mais mo- industrialização e estandardização dos elementos que dernas diremos, e sobre as quais quero chamar bem intervém para formar a habitação. a atenção, e são as seguintes. Mas há finalmente um ponto essencial e sobre o n . . i . i i___•____. qual tentamos e vamos tentar de acrescentar uma pa- Pnmeiro, o reconhecimento de que o plane amento r1 v li _i . i ii i -. -i lavra mais adiantada ainda, mais voltada para o fu- e problema de equipe, trabalho de caráter social, e " não obra de indivíduo isolado. Nesse trabalho cabe °, L . , 4. i • Ketere-se esse ponto a necessidade das aqlomera- ho e ao arquiteto, pela sua formação mental e sensi- . r f ,.,.,, i ,,¦ i çoes urbanas e rurais possuírem um plano diretor a bihdade e pelo seu preparo especifico, a parte ãe , r _ , , i. r - . j j j ' longo termo e planos de execução para as diferentes direção na função de coordenador das pesquisas, ana- . , i. , _i . ,. , I i i ., etapas, prevendo os elementos principais da estrutura lises e estudos de especialistas e mesmo de laborato- . ./ . . ., . , , . i. i ,-. . , ,1 I u • * - urbana , e ainda caber aos municípios velar pe o rios especializados. O trabalho do urbanista e por- , . . . " ¦• ¦ , ,1 ¦ i , , j desenvolvimento normal das cidades devendo toda tanto um trabalho de coordenação e de síntese, sendo ... . „ . . , , , Wk ._. cidade de certa importância ter um arauiteto-chefe que antes da coordenação e após a síntese, intervém ,. . , . r .... , \ , ¦ ii i . T. '¦. I dispondo de pessoal qualificado e de autoridade neces- o trabalho dos especialistas, entre os quais estará o , . ,,,, _ "•... • ¦ ¦-. , ... i.j j i .... i i sana para tai . E mais adiante afirma-se ser essen- proprio arquiteto na qualidade de proietista de ele- . , ' . . . -i- f£Í9. i T4J . ciai que os regulamentos relacionados com o urbanis- mentos específicos do plano. Ioda vez que se cai . . . . , ... i. .1 i. i . . mo se am submetidos a revisões freqüentes para evitar em pro eto individualizado, como se a um con unto es- . ... , , „ ¦ .. , . , . , , . . que as novas idéias nao seiam preiudicadas . portivo ou hospitalar ou residencial, o urbanista, que _ \ _i i , i m i i Ura, dessas afirmações todas oportunamente entro- deve ter atuado no estabelecimento do plano em suas . , . i , i. i i • , ... sadas, nos podemos concluir que, considerado o ca- linhas gerais, deixa o lugar ao arquiteto, ao enge- r . , u • • i i i _i rater normativo dos planos diretores, esquemas e não nheiro, ao técnico que desenvolvem os elementos de . . r. , , r^ , . u i • t proietos, programas de ação e nao desenhos executi- execuçao. Da mesma torma, para o estabelecimento Ei i li i i . . ¦¦ . vos, podemos concluir que o que e necessário, em do plano geral, o urbanista precisa receber do pesqui- , . _ , ¦ . ' .^ ' li i • i ¦ ¦ qualquer aqlomeraçao de qualquer relevo, e nos esca- sador, do engenheiro, etc, os elementos necessários , ¦ .. . , ¦ , . , . , ü , Ias urbana, distrital, metropolitana, reqional e nacio- a expressão de seu iuizo e ao estabelecimento de seu , , . , . , , i a r - i i • i- i na| e se ter um escritório de planeiamento convenien- plano. A função do urbanista e pois mediadora en- . n . , ,,. ,. . ¦¦M i I -i- temente organizado e aparelhado, mais do que um tre q qnqlise preliminar e a síntese efetiva e definitiva . , , . _ , . . , I , i . i r, simples plano, pois nao tem mais sentido, em face das que cria o elemento da paisaqem urbana. Portanto . ,. » . . . . . , ^ i n - H Ai- premissas dinâmicas e sociais que o planeiamento ofe- seu trabalho e um esquema e nunca um proieto. Alias HH . , , . I, i p, ,,. m . .,. ¦ ^-s rece, cristalizar a vida, que e movimento, num desenho o exemplo do concurso de Brasília e siqniticativo. U ,. ¦ ¦ ... H j i » . | L . , tixo. O que e preciso e ter especialistas constantemen- merito dos autores do proieto vencedor toi o de ter , , . ' . , , , i ti». i ii - te pensando no plano e desenvolvendo o plano, que apanhado essa tace determinante do problema: nao , . . .. . M ,\ . „, . , embora seia ocasionalmente realizado por um dese- toi apresentado por eles um proieto e nem mesmo um ¦ ¦¦ I , . r. . r . . i- ¦ ¦ i nn°/ esta sempre a se realizar no estabelecimento de anteproieto com um desenvolvimento minucioso de par- ..,, , r .¦ . . . , , r ' . . ¦¦I equilibrios das torças vitais atuando no desdobramen- tes, mas um esquema portador de um conceito, e sin- MM • i i . , i . , . , to da vida urbana, tetizando um sem numero de princípios e de cultura _ ,.. . . ,,. n i u i »• i -i. i- i i i O plano peças qraticas, leis, regulamentos, esque- especitica. ü plano resultando tinha vitalidade urba- r . , T . . , . • .- r i - i • mas executivos) nada mais seria do que um dos as- nistica por ser um embrião fecundo e nao uma matriz n . . . . , pectos do planeiamento, o aspecto material destinado estereotipada. a fornecer, periodicamente os pontos de apoio para Outro ponto é o da necessidade da organizqção a intervenção efetiva no âmbito da área planejada. industrial da edificação, pois o problema que interes- O arquiteto-urbanista-chefe e suq equipe de especiosa é resolver a casa do homem comum, a casa simples listas estaria sempre a postos planejando o ambiente, da vida de todos os dias, e esse problema só pode colhendo do mesmo os dados a elaborar, e fornecendo ser enfrentado caminhando para uma sempre maior aos técnicos os esquemas a desenvolver. CROQUIS DOS FATOS • Dois brasileiros, o arquiteto Newton de Oliveira (Bahia) e o engenheiro agrônomo Suetônio Pa- • Prêmio Marcoplas de 58. Coube a Henrique S. cheto, concluíram recentemente o Curso no Centro Pait, com o projeto de uma igreja, o 1.° prêmio do' Pan-Americano da Vivienda e Planejamento. concurso organizado pela firma Marcoplas entre es- • A faculdade de Arquitetura de Porto Alegre, está tudantes de arquitetura de São Paulo. O júri composto promovendo uma série de palestras sobre a Cul- dos arquitetos Oswaldo Bratke, Plinio Croce, Paulo A. tura Artística do Século XIX. A 1 .a palestra, proferida Mendes da Rocha, e pelo dr. Rodolfo Galler, premia- pelo catedrático de História de Arte e Estilística da ram ainda em 2.° lugar Francisco Petracco (5.° ano Fac. Faculdade, teve ampla aceitação. A próxima será Arq. Mackenzie) a seguir Luís Ismael Romio, 1.° FAUSP apresentada pelo arquiteto Demetrio Ribeiro e versará Carlos Funes e Mario Giraldes Zocchio ambos 3.° sobre a arquitetura do Século XIX. ano FAUM. Concorreram ao certame cerca de 40 . q Brasi| apresentou Brasília aos parisienses e à trabalhos. Europa, quando do inauguração do edifício da • Toma corpo a velha aspiração dos estudantes da UNESCO em Paris. Arquitetura do Recife de transformar o curso de • Belo Horizonte, Minas, também está estudando seu Arquitetura em unidade autônoma da Universidade do Plano Diretor. A elaboração do ante-projeto do Recife. Reuniões mais profícuos entre estudantes, pro- zoneamento já se acha aprovado devendo apenas ser fessores, arquitetos e a direção da Escola de Belas apreciado a redação final. A SAGMACS, organização Artes estão sendo ativadas a fim de conseguir o des- do Padre Lebret está procedendo o inquérito urbanís- membramento tão esperado. tico a semelhança das já efetuados em São Paulo. )