DÓRICO Ver ORDEM. DORMENTE Cada uma das peças de madeira, geralmente de proporções avan-tajadas, onde são prega-das as tábuas dos soalhos. Elemento da estrutura dos SOBRADOS. DORMIDOURO O mesmo que DORMITÓRIO. DORMITÓRIO Aposento onde se dorme. QUARTO de dormir. Numa comunidade, convento, colégio, quartel, etc, local onde estão os leitos. Daí o fato de se chamar também de dormitório o corredor ladeado de celas, ou então, o próprio edifício que encerra aqueles aposentos. DORSEL O mesmo que DOSSEL. O termo antigamente era empregado para designar a poltrona ou trono de espaldar alto arrematado por um dossel. DOSAGEM Ato de dosar ou misturar, combinando nas proporções devidas, os ingredientes das massas aglutinantes ou das tintas. Vêr TRAÇO DOSSEL Qualquer cobertura a meia altura, no interior de um cômodo. Pode ser de madeira, pedra, ou mesmo de tecidos variados, como o veludo, a seda ou o damasco. Ordinariamente é colocado sobre tronos reais, altares, púlpitos, ou camas senhoriaís sendo nada mais que símbolo da pompa .ou da ostentação, da força ou do poder. Quando o dossel é sustentado por colunas recebe o nome de BAL-DAQUIM. Recebe o nome de UMBRELA quando apresenta a forma de guarda-sol. DOURAMENTO Operação pela qual se reveste de ouro uma superfície qualquer. Diz-se, também, DOURADURA. Douram-se os metais, as pedras, a argila cozida, a madeira, o vidro, etc, segundo técnicas que variam com a natureza dos materiais a serem decorados. Hoje em dia os metais são dourados através da galvanoplastia, que subs-titue a antiga maneira que empregava o mercúrio como veículo. Aliás, o mercúrio também foi empregadíssimo nos douramentos de talhas de pedra, nos velhos processos chamados "a fogo". A pedra a ser dourada, depois de bem limpa, era recoberta, por fríccíonamento, com amálgama de ouro. A seguir, após a vola-tilizaçao do mercúrio pelo aquecimento, era o ouro residual polido. A argila cozida e a porcelana eram e são dourados em fornos de alta temperatura, com o emprego de derivados químicos do ouro. São famosas as antigas cerâmicas "gold lustres" inglesas. No entanto, o douramento que mais nos interessa é o da madeira, da obra de talha em madeira, que pelo Brasil todo decorou os interiores de igrejas e capelas. A técnica de douramento da madeira variou em alguns pormenores insignificantes, no tempo e no espaço, não deixando nunca de constituir na realidade um simples processo de colagem de delgadíssimas folhas de ouro sobre a superfície esculpida ou aplainada. Existem o dourado fosco e o dourado brilhante ou polido. O fosco é de mais fácil execução. A madeira lixada, recebendo demão de um mordente qualquer que, em Portugal e entre nós, geralmente era constituído de óleo de linhaça bastante fervido com alguns dentes de alho, estava, após certo tempo, apta a receber e fixar as lâminas de ouro. Este douramento, embora menos deslumbrante porque fosco, era mais duradouro por resistir bem ao atrito e à umidade. O processo que oferece superfícies polidas e brilhantes é usado até hoje e requer mais trabalho e técnica mais aprimorada. Não pede êle que a madeira seja perfeitamente lisa. Esta inicialmente recebe duas camadas de calda de gêsso em cujo veículo aquoso foi dissolvida cola de pelica. A primeira destas camadas é de "gêsso cré" ou "gêsso grosso". A segunda é de "gêsso mate" ou "fino". A superfície resultante dessas duas aplicações, depois de bem seca, é lixada bastante de modo a apresentar ao tacto ausência totai de asperezas. Em seguida, vem algumas tênues demãos de "bolo" (Vêr BOLO ARMÊNIO) amarelo ou vermelho, também dissolvido em água de cola de pelica. Novas lixaduras deixam pronta a superfície para receber as folhas de ouro. Neste ponto revela-se a perícia do dourador que tem pela frente o manuseio de material delicadíssimo. Sobre uma almofada de couro situada numa caixa aberta em um dos lados, o "coxim", são coladas as folhas de ouro superpostas que, em conjunto, chamam-se "pães de ouro". Essas folhas são tão finas, um décimo milésimo de milímetro, que o próprio movimento do ar resultante da respiração humana poderá fazê-las voar, inutilízando-as. Do coxim as folhas são retiradas uma a uma com o auxílio de fino pincel de pelo de marta engordurado previamente em sebo derretido que o operador passou em sua face direita. Assim, de vez em quando, o artista roça o pincel em seu rosto para manter sempre pegajoso aquele instrumento. A folha de ouro é levada à superfície a dourar e nela encostada. Neste momento, com outro pincel, manejado pela mão conhota, molha a superfície de bolo armênio próxima à folha de ouro. A água usada nesta operação está guardada em peque- DOMICÍLIO Casa de residência. Habitação fixa. Lugar de residência permanente. DOMO Nome das superfícies côncavas que revestem, protegem ou cobrem o extradorso das CÚPULAS ou abóbadas de revolução. Porisso, diz-se que o domo é a parte externa ou aparente das cúpulas. Note-se que pode existir cúpula sem domo, isto é, aquela abóbada pode estar no interior de um edifício e portanto sem necessidade de cobertura própria. A palavra também é empregada como DICIONÁRIO DA ARQUITETURA BRASILEIRA DOMICÍLIO - DOURAMENTO - 73 Arquitetes EDUARDO CORONA - CARLOS A. C. LEMOS (continuação)