92 - ESVAECIDA - EXTRADORSO materiais, principalmente o pó de mármore, a areia, a cal, o cimento, o gêsso, a greda, etc. além da água necessária e, algumas vezes, da cola. O gêsso é usado sempre em menores proporções e tem por fim apressar o endurecimento evitando fendas ou trincas. Nunca é usado no estuque executado ao ar livre, nos revestimentos exteriores. O estuque pode ser pintado (isso desde o tempo dos gregos) ou receber o pigmento colorido junto com a água usada em sua preparação. Pode ser polido e brunido em obras internas. Adquire grande dureza quando ao gêsso é misturado num pouco de alúmem ou sulfato de zinco, ou ainda, silicato de potássio. Tradicionalmente o estuque era aplicado em duas demãos. A massa da primeira era composta de quatro partes de pó de mármore (areia calcária), uma de gêsso em pó e uma de cal em pasta. A -segunda demão, estendida sobre a primeira, compunha-se de cal em pasta e gêsso em pó em partes iguais. Outra estuque usado em interiores era o que empregava, além do pó de mármore, do gêsso e da cal, certa porção de areia fina peneirada e cola dissolvida na água. O "estuque a italiana" não leva gêsso, e é assentado em três demãos. A primeira é de cal escolhida e areia grossa branca, no traço de 1:2. A segunda e a terceira, de cal e areia branca fina, com o mesmo traço. Sobre a terceira camada aplica-se uma leve demão de cal pura. A superfície final é bru-nida a ferro quente e depois encerada com cera branca dissolvida na água-rás. O chamado "estuque lustre", ou "estuque lúcido" muito usado em São Paulo, nas barras impermeáveis de corredores, garagens, etc, é feito com pó de mármore, cimento branco e cal em pasta. Também é "queimado" com ferro quente. A ESCAIOLA é um tipo de estuque cuja massa é composta de areia fina, lavada, cal em pasta e pó de pedra em partes Iguais além dos pigmentos coloridos, sendo muito usada nas imitações do mármore. ESVAECIDA Diz-se da madeira apodrecida por ficar ao ar livre, exposta às intempéries. ESVÃO O mesmo que DESVÃO. Abóbada baixa, nas CRIPTAS. ÉTICA PROFISSIONAL "Conjunto de regras e normas que devem guiar a conduta de um indivíduo, segundo os mais elevados fins que possam ser atribuídos à profissão que exerce". Esta definição do arquiteto Jorge Victor Rivarola está contida em sua obra "Responsabilidades e Direitos dos Arquitetos" publicado em Buenos Aires em 1940, no qual ainda o autor estende o conceito de ética profissional sob os seguintes aspectos : "a "ética" profissional para consigo mesmo, no esforço de dignificar a profissão, ética profissional para com o público em geral; ética profissional para com o cliente e ética profissional para com os colegas". Da conceituação de ética na profissão do arquiteto é que tem surgido os diferentes "Códigos de Ética" que regulam a vida profissional dos arquitetos nos diferentes países. Nesses moldes possue o Instituto de Arquitetos do Brasil, o código Profissional do Arquiteto. EUAUAÇÚ Gramínea usada na cobertura de moradias rurais. EUCALIPTO Arvore da família das mirtáceas, de origem australiana de que há cerca de quatrocentas espécies, adaptadas aos solos mais diversos em latitudes e altitudes as mais opostas. Caracteriza-se pela rapidez do crescimento e pelo poder de absorver em grande quantidade a água do solo, sendo por isso usada para secar terrenos naturalmente úmidos. Sua madeira é de boa qualidade para algumas obras de carpintaria e é muito usada para esta-queamento de terrenos compressíveis. No Brasil foi introduzido em grande escala, para reflorestamentos, por Navarro de Andrade. Espécies mais connütidas entre nós. Eucalipto-gigante, Eucalyptus oblíqua L'Heít; eucalipto-limão, eucalyptus citríodora, HK.; eucalípto-pimenta, eucalyptus-piperita, SM., eucalypto vermelho, eucalyptus resinifera, SM. EURRITMIA Boa disposição e correspondência das diversas partes de uma obra de arte. E' o estudo da obra de arte sob as leis da estética. Sobre a eurritmía arquitetônica existem vários estudos, destacando-se o livro, com esse título, do professor Angel T. Lo Celso, publicado em Buenos Aires, em 1950, em 2.a edição ampliada de grande interesse para a estética na arquitetura. EÚSTILO Espaçamento entre colunas equivalente a dois diâmetros e um quarto, ou quatro módulos e meio. ÉVANO O mesmo que ÉBANO. EXALVIÇADO Alvacento, esbranquiçado. EXAUSTOR Aparelho aspirador de ar viciado dos interiores, que trabalha de maneira oposta ao DIFUSOR. Ventoinha de aspiração. ÊXEDRA Na Grécia antiga, local em que se juntavam os filósofos para discutir; modernamente, casa de reuniões. EXIBIÇÃO O mesmo que EXPOSIÇÃO. EXPOSIÇÃO Edifício ou local destinado a exibições públicas. Constitue um programa arquitetônico de grande interesse para o arquiteto, pois apresenta características as mais variáveis que estimulam o poder na concepção, na decoração etc. EXTINÇÃO DE CAL Conversão da cal viva em cal hidratada. Ver CAL. EXTINGUIR Ver EXTINÇÃO DA CAL EXTRADOS O mesmo que EXTRADORSO. EXTRADORSO Nome que recebe a superfície externa de uma ABÓBADA ou ARCO. Diz-se que uma abóbada é extradorsada paralelamente quando a curva que gera o extradorso tem o mesmo centro que a curva que determina o INTRADORSO. Este tipo de abóbada é raro porque as solicitações, aumentando do fecho às nascenças, obrigam maiores espessuras nas impostas. O extradorso diz-se de "chapa" quando se compõem de um ou mais planos inclinados. Quando a "chapa" não passa de um plano horizontal diz-se que a abóbada é extradorsada horizontalmente ou de nível. Este caso particular é chamado por Assis Rodrigues de "abóbada extradóssea". Ver ARCO.