to, aspectos legais e sociais, fisiologia e psicologia do trabalho, fatores ambienciais de saúde, higiene dos locais de trabalho e riscos específicos de certas indústrias. A saúde ocupacional não conhece limites geográficos. Informações serão dadas pelo Dr. Robert E. Eckardt, Secretário Geral, P.O. Box 51, Linden New Jersey, U.S.A.. As pessoas interessadas em apresentar trabalhos sobre quaisquer dos assuntos acima enumerados, deverão solicitar informações ao Dr. Irving R. Tabershaw, Diretor da Comissão de Programa Científico, Congresso Internacional de Saúde Ocupacional, 375 Park Avenue, New York, EE.UU. O Diretor da Comissão Organizadora é o Dr. Leo Wade, do Departamento Médico da Esso Standard Oil Company, 15 West 51 Street, New York 19, N.Y. U.S.A.. REPRESENTAM OS RUÍDOS AMEAÇA À SAÚDE Os efeitos extra- auditivos da exposição a ruídos industriais — distúrbio de conversação, prejuízo da eficiência e alterações fisiológicas — não constituem um agravo à saúde. Não sabemos ainda se os níveis de ruído extremamente elevados produzidos pelos motores a jato e pelos foguetes irão constituir um risco para a saúde. Os efeitos auditivos da exposição a ruídos, constituem ameaça séria à saúde de um segmento apreciável da população industrial. A exposição prolongada a ruídos industriais diversos, pode conduzir à perda da audição e, conseqüente incapacidade para o trabalho. Infelizmente, ainda, não sabemos bastante sobre as relações entre perda de audição e exposição a ruídos para estabelecer um nível seguro de segurança. Podemos, contudo, afirmar que operários expostos, continuamente, durante 5 a 6 horas por dia, 5 dias por semana, 50 semanas por ano, através de vários anos e aos níveis de pressão sonora superior a 85 decibels, em qualquer das 3 faixas de freqüência de 300 a 600, de 600 a 1.200 ou de 1.200 a 2.400 ciclos por segundo, necessitarão de \im programa ativo da conservação da audição. Esse nível de 85 decibels em qualquer das 3 oitavas fixado para conservar a audição, não se aplica aos ruídos de impacto, sobre os quais ainda não possuímos informações suficientes. A conservação da audição é uma responsabilidade dos médicos, predominantemente. Na civilização moderna, caracterizada pela rápida mecanização, os ruídos constituem ameaça de um problema sanitário seríssimo. Os membros das nossas sociedades voltam-se para os médicos, à procura de proteção contra essa ameaça e a profissão médica deve reconhecer o seu papei no combate a esse perigo. • RUÍDO DE LAVAGEM DE CARROS Chicago — A Sociedade Americana de Funcionários de Planejamento chama a atenção para o fato que o crescimento rápido do número de postos para lavagem rápida de carros resulta em congestionamento do tráfego, vapores, claridade de faróis e ruído excessivo. As cidades podem obter controle parcial mediante providências relativas a ruído, vapores e uso de água, com instruções de zonagem. 230 Nosso jProgramai I do li Congresso Argentino de Medicina do Trabalho, a realizar-se em junho próximo, enviou um convite para colaboração pessoal ao Eng.° Roberto Paulo Richter, nosso Diretor Secretário. Nesse conclave participarão Médicos, Engenheiros, Químicos, Advogados, Economistos, Psicólogos, Agrônomos, Veterinários, Técnicos em Organização Científica do Trabalho, Produtividade, Relações Humanas, Assistência Social, Reabilitação etc. Entre os termos oficiais consta o "Conforto Acústico" para cujo estudo foi designada uma comissão especial integrada por Médicos especializados em aparelho auditivo, Engenheiros técnicos em acústica, Arquitetos, especialistas em direito do trabalho, Economistas etc. que apreciarão o assunto sob todos os aspectos. Publicaremos neste boletim os resultados desse congresso, que nos trará o Eng.° Roberto Paulo Richter. Prosseguem os entendimentos com o Itamaratí, objetivando facilidades para a participação de cinco membros do I.B.A. no III Congresso Internacional de Acústica, a ser realizado no mês de setembro em Stutt-gart — Alemanha. Na última reunião do Conselho Diretor, ficou decidido que dentre esses cinco participantes no Congresso, estará o Diretor Secretário, eng.° Roberto Paulo Richter e o Secretário Adjunto, prof. Lauro X. Nepomuceno, uma vez que apresentarão no Congresso trabalhos inéditos. As restantes vagas serão concedidas aos membros interessados por uma seleção baseada nas contribuições prestadas ao I.B.A.. Essa seleção será feita, também, por um critério a ser estabelecido por uma comissão formada pelos arquitetos Rino Levi, Amador Cintra do Prado e pelo engenheiro Roberto Paulo Richter. • O Prof. Dr. José P. Reggi, Presidente da Comissão Organizadora • Sob a presidência do Cel. Vicente Sa- fórmula de evitar esta modificação no es- guas Presas Jr., diretor do D.S.T. paulis- capamento das máquinas. ta, e com a presença dos conselheiros Júlio • Em São Carlos, Estado de São Paulo, César Vieira dos Santos, do Automóvel Clu- a Câmara Municipal aprovou, em ter-be, Nelson Panain, do Touring Clube, Melo .. . . ceira discussão, projeto de lei que deter- Noqueira, da Secretaria da Fazenda, Er- ,. , , ¦ a ' mina medidas de repressão aos excessos de nani Bergamo, do DAE e Marcelo Borges, ruídos na zona urbana. do DER, realizou-se uma reunião do Conse- ^ j l ' -. „ j-j • l_ j ' . Desde ha muito, essa medida vinha sendo lho Regional de Trânsito, onde foi discutido reclamada pela população, ante os abusos o problema dos ruídos de motocicletas e que vgm sendo cometidos, em detrimento do motonetas. Os condutores desses veículos sossego e saúde pública. retiram os silenciadores, produzindo ruídos ¦ i. • i ¦ i i t „ • Prosseauindo na campanha contra os de alta intensidade e, consequentemente, i>»w|}»>«uu "¦¦•• r ,. . ,¦ i. ruídos, encetada pela Prefeitura Muni- perturbando o sossego publico. c:pal de São Paulo, o Sr. Aquiles de Oli- Como uma das soluções, foi apresentada . „.. . . , . ~. . - ¦ c. ¦. r veira Ribeiro, chefe da Divisão de riscaliza- e aceila em princípio, a idéia de serem çõ0 Fazendária, autuou cerca de 20 indús- feitos entendimentos com os fabricantes de trias que funcionavam à noite, perturbando motocicletas e motonetas, objetivando uma a tranqüilidade pública.