1 JUNHO - 1959 - N.° 14 I INSTITUTO BRASILEIRO DE ACÚSTICA —f «£ !r — : — Orlando Manoel Brogiolo. IlS^íà\ísS1 fc J.-.^.¦^i"«ãHeL/*"*^ Li/ Líi.Vj'..™-;.J Sede prov. R. Maranhão, 88 — S. Paulo I mi HQHE3HQHEGHZB3R BEB El EBBsSBSBHHI ACOSTICA E ORATÓRIA Bel. Antônio Rubbo Muller Prof. da Escola de Sociologia e Política de São Paulo Bel. pela Univ. de Oxford De acordo com um formulário, rão aproveitadas justamente para o Como nem sempre dispomos de que atualmente uso, há 6 pontos reabastecimento do depósito de ar microfone, parece que agora tería- fundamentais que concerne à acús- que ao mesmo tempo funciona como mos que considerar o outro aspec- tica e à oratória. Em primeiro lu- um amortecedor do sistema ner- to da acústica, isto é, não a audição gar a atitude do orador. A atitude voso. e nem a prolação. A prolação é é analisada nesse formulário, sequn- n , .. , . muito importante nas relações hu- ¦ _ | Pronuncia : tenho tido casos bas- r ,, , do a postura, a apresentação do . , „ , , manas e nas reações pub hcas e o ¦ r .r . s . tante numerosos, de pessoas que ta- * * v orador e a sua gesticulaçao. A pos- , , ,' , . ^' , meu interesse por esse assunto tem . w * r" Iam com a boca absolutamente fe- , 'j*""5**** r tura e muito importante, porque sa- . . M , , , , , . sido desenvo vido especia mente de- , ii chada. Naturalmente, falando as- ^^ l,u v,^w """f be-se que o tórax humano serve de ,, , vido à minha atividade no camoo -i _ Slm 0 som se |orna maudivel e Vluu u mllmu ullvluuue "u l-UIMr-"-' caixa de ressonância para a voz . ., , c, . , das ciências sociais aplicadas isto ¦ . , , | r imperceptível. E preciso fazer um uui ^k*"1-11" iul-lulb uHMl-uuui' l3lu que e produzida pe a armqe com o i. i , i ó om relações DÚblicas a oessoa ^ „. , r , relaxamento dos músculos para que e' e'n '«'"^o^ HUUMLUi u r-lci;>uu auxilio de outros componentes do < i. , - , V niip nmr\\i7 n vr,7 p considerado f a boca de a conformação dos fo- Mue Proauz a voz e consiaeruaa corpo humano. Portanto, Se O ora- . . . romn um plpmpntn nn fpnnmenn cia r • ' nemas, isto e, nas vogais e nas con- como um eiemenro no Tenomeno aa dor estiver sentado, a SUa Caixa de n < inferUnimn Pnrn n nrntirn rin in- „ . ,. . soantes. Para a pronuncia se tor- mreriocuçao. rara a pranca aa in ressonância ticara natura mente pre- ,, i . . , i„,i^,„So ,um x „ra™n ^n^ hnin . ,. , ^ , K nar agradável, principalmente a terlocuçao clara, e preciso que na|a ludicada. Quanto a apresentação pro|açâ0; convém que 0 orador use um orador e um interlocutor. As e uma questão de protocolo e na- um de musica|idade, Há cer. re|ações humanas ficam prejudicadas turalmente o orador se apresentara * i * ¦ -i-i j -ti,* -,„ k^,m . K tas conferências que sao lidas, sem- quando o interlocutor nao ouve bem, segundo o ambiente a que compa- . , . , , . j ___j,,, „ a r , i , pre na mesma nota e depois de ai- ou quando o orador nao produz a recer. tm terceiro luqar, nao ha ne- . ,,. . . ¦ ¦ .__„. . , , , , , a . ^, gum tempo, por mais esforço que voz. Assim sendo, o a ustamento cessidade de falar muito sobre a . . L ~ < , . . .. , . t- , n o ouvinte taça, nao pode vencer a ideal seria aquele em que o ouvinte gesticulaçao. Em todo caso, no Bra- í--..__n. . , . ., , tadiga. Uizem os autores que a mo- conseguisse captar a voz normal com sil, nota-se nos oradores a presença ji-j , j , T . ,, , . ¦ , . , , , dulaçao da voz aiuda a manter a um numero certo de db, e o produtor de uma serie de gestos mecânicos. „,___« r . . . . , ,. Freqüentemente, o orador fica fa- T^a°' fator 'mP?rtante Para ° ln" da voz, o locutor, pudesse produz,r lando com gestos que nada têm a f^ 6 ° a^° qU& ° °UV'nte a voz com ° mesmo número deLdb' ver com o conteúdo de sua senten- ^ dar °° °rad°r- ou número adeq,uado Para ?ue hou' ça. De outro lado, há certos ca- Há pessoas que não conseguem veSse Uma intfrl°cução perfeita, coetes nos gestos. produzir a voz e não conseguem A situaSão de interlocuçao é mui-A sua persistência pode prejudi- dominar o fenômeno da inspiração e to frente em situações variadas, car naturalmente a elegância mesmo expiração, o fenômeno da inalação em lug?res onde há ™Ao rU'd°' desprentenciosa do orador. Quan- e da exalação. Consequentemente, naturalmente, a interlocuçao fica to à respiração, aqui há também não produzindo esse jato de ar, que completamente prejudicada. Ima-três elementos, dois dos quais são é um fenômeno físico que vai tornar gine-se uma interlocuçao numa sec-complementados à inspiração e à o som audível, quando é captado çâo de caldeiraria ou mesmo numa exalação. O terceiro elemento é pelos aparelhos da audição, o que serraria com uma serra qualquer uma conseqüência da conjugação o interlocutor vê, é apenas a articu- funcionando a toda velocidade. Ape-dêsses dois fatores. Normalmente, lação da voz. O orador, o locutor nas estou dando aqui a sugestão e nós chpmamos a conseqüência des- acredita que está falando, e no en- os leitores poderão desenvolver e sa conjugação, o sopro. No formu- tanto não é isso que acontece, êle encontrar outros exemplos em re-lário, eu coloquei a expressão jato. apenas articula os órgãos que com- lação a esse fenômeno da interlo-Talvez se pudesse tentar dar uma põe o fenômenos da prolação, po- cur*ão do ponto de vista da euforia demonstração como funciona esse rém não dá o essencial, que é o das relações humanas. Há outras processo. Quando nós andamos, a veículo do som, o jato de ar prin- explicações no que concerne à pro-inspiração é naturalmente lenta e a cipalmente contínuo. Naturalmen- dução da voz, por exemplo, no tea-expiração, pode ser rápida. Para te, com os aparelhamentos de que tr0 quando os oradores, os locuto-falar, a inspiração tem que ser ins- se dispõe atualmente para captar a res, os atores, têm que falar duran-tantânea a fim de que haja um de- v°z e transmiti-la, esse fenômeno te muito tempo, às vezes horas, sem pósito de ar suficiente no organismo talvez tende a se agravar, levando poder pedir água, para refrescar a humano. E a exalação tem que ser a uma economia exagerada na pro- garganta. Naturalmente, se é domi-lenta a fim de produzir um jato de dução da voz. Gostaria de chamar nado o fenômeno da produção da ar com uma certa continuidade sô- bem a atenção para esse fenôme- voz/ não será necessário pedir água bre a qual possa colocar a sènten- no, pois tratamos de tudo que con- porque tudo será feito com a maça em toda a sua extensão sem ne- cerne à audição, mas muito pouco x'ma economia e com a máxima nhuma interrupção. As pausas se- no que concerne à produção da voz. eficiência. 265