A Nova Arquitetura e a Vida Comtemporanea (continuação) Nesse momento, porém, inter- desenlace que se verifica, pela re- rios pontos-de-vista, com a sua vem um fator inesperado e todo percussão nefasta da Exposição conseqüente decomposição, ou en- esse progresso é repentinamente de Chicago de 1893 (que introdu- tão pela tentativa de representa- interrompido. A Revolução In- ziu nas massas americanas o gos- ção do movimento em si, abstrai- dustrial, impondo bruscamente ¦ to pela arquitetura "néo-classi- do do objeto, condições novas e alterando pro- ca") e pela rápida expansão da- fundamente todos os costumes, quilo que Giedion qualifica de _ Sob esse influxo, uma nova começa a produzir as aglomera- "classicismo mercantil" é tanto identidade de aspetos (prenuncio, ções desordenadas e caóticas que mais trágico quanto se percebe aliás, de uma correspondência ainda hoje conhecemos. E princi- que, não fosse essa adoração su- mais estreita com as conquistas pia então a dolorosa historia do bita pelas colunatas sem fim e e as visões da ciência moderna) século de "dupla personalidade", pelas inexpressivas copias de começa a vir a tona. uma sim- do século XIX, no qual o senti- Vignola, já no começo do Sec. Ples justaposição de qualquer mento e o pensamento se desen- XX os arquitetos americanos te- collage de Braque, de uma na- volvem em compartimentos sepa- riam encontrado um rumo claro tureza morta de Picasso, uma es- rados, estanques, e no qual todo o para a arquitetura do nosso tem- cultura de Boccioni ou Lipschitz, enorme progresso da técnica, to- po. Em vez disso, é na Europa, um estudo de valores plásticos do o aproveitamento das novas e não na sua terra natal, que se PuroS> como os de Malewitsch ou possibilidades se faz sem a menor ouve a voz profética de Frank Vantongerloo, e de um projeto de influencia no mundo do senti- Lloyd Wright, ao passo que Sul- Van Dôerburg, de Gropius ou de mento, enquanto todos os impul- livan, no seu ultimo ano de vida, Corbusier revela imediatamente a sos emotivos se perdem numa é obrigado a receber um auxilio mentalidade egual que forma o volta desorientada ao passado, à pecuniário de seus amigos, para substrato comum de todas essas procura de um ponto de apoio, poder viver. produções, e que se prende ao de- numa confusão de "modas" e "es- senvolvimento no campo emotivo tilos sucessivos, terminando no * de um conce/t,° &fes ™nscn- "ecletismo" lamentável da Ecole *° ao campo fiosofico e cientifico. rioc r«,,„v A^c -r. , ,• Essa mentalidade evolue na ar- des Beaux-Arts. Em setores completamente di- quitetura européa através dos tra- A autor nos conduz então atra- ™g% J2S TstSf a balh°S PͰUeÍr°S de ^^ T vés de um exame da evolução das £> ^ °arqmSu" n ""» ft^TEÍX»£ novas possibilidades, partindo da uma influenciaqigual a da perspe_ veza >das f™^* ^""" industrialização como um fato tiva na Renascença e no Barroco: e Jeanneret, de Gropms e da Bau- primordial. E vemos como o fer- a idéia do Èspaço-Tempo. O con- h^8'd° STÍS / ' ™ a ,rm^5n AP 5m as oratirlp« ¦ , • • , - • etc' E olhando para o terreno ro, d armação ue aço, as granues celto revolucionário da união m- • . , r- /• estruturas exigidas pelas Exposi- dissoluvel do espaço e do tempo, conquistado Giedion sente-se au- rnpc: TTnivprçais (1 nndt-ps __ 1 j Xx- i 1 • tonzado a dizer, com otimismo, çoes universais ^uonares proclamado por Minkowski no « ¦ , . , 1851, Pariz - 1855, 67, 78, 89), o dPominio da Fiica, teve enorme re. ^ a arquitetara deixou de ser aparecimento do concreto arma- percussão nas artes plasticas. Nas ° dom>™ d* especialistas pass,- do, explorando os novos recursos novas peSquizas dos artistas con- ™? ° neg°«antes 1ue cons- técnicos e desmascarando a hipo- temporaneos, no Cubismo (a de- Í0 exata™nte «1«*> ^ Pe~ rrisía das conins arniienlnsnoas •- A A- -v dem OS clientes. .. e adquiriu CO- cnsia cias copias arqueológicas, composição do espaço estático), ,., ,-mr.npm mmr, uma miestãn de t? * • f • - i ragem para hdar ativamente com impõem, como uma questão cie no Futurismo (a visão do espaço „ , .. . , ,, , „. moralidade, a procura de meios dinamico) e era todas as ouVas * TÍ^"? aJ!ídar TP?*' .Ela de expressão mais honestos. Fora tendências mais recentes (Puris- T , de *"*%*/**?• U^mm' do ambiente europeu, na largueza mo, Construtismo, Néo-Palsticis- *° ^s necessidades da creanças, , t - __ • . , ,, da mulher e do homem. do pais novo em formação que e m0j etc), como em um trabalho a America do Norte, vamos en- paciente de laboratório, foram ad- Pergunta! Que vida estaes le- contrar, consolidando-se aos pou- quirindo clareza, aos poucos, os vando? Somos nós os responsa- cos, uma atitude sã e um método elementos de um novo "modo de veis pelas condições que sois obri- claro para resolver os problemas ver" que é carateristico do nosso gados a tolerar? Como devemos arquitetônicos. Desde a estrutura tempo — um "modo de ver" que projetar __ não somente no caso leve de madeira "Balloon-Fra- se poderia definir pela descoberta das habitações, mas em todos os me") imposta pelas dificuldades dos valores do "plano", da corre- casos, até no das áreas regionaes da colonização, até os prédios de lação e da inter-penetração dos — para que a vossa vida seja dig- escritorios e de apartamentos da planos e das texturas (em con- na desse nome?" "E onde a ar- Escola de Chicago, às obras-pri- traste com a figuração mais ele- quitetura teve oportunidade para mas de Sullivan, aos trabalhos de mentar da "linha") e pelo esforço organizar o quadro da vida con- Frank Lloyd AVright, uma linha por uma visão mais intima e pro- temporanea, esse novo quadro, evolutiva contínua, faz prever os funda das cousas, pela observa- por sua vez, tem agido sobre a maiores progressos. E porisso o ção simultânea dos objetos de va- vida de que nasce... e produzin-