\ to que não ando longe da verda- imaginação poética. E se ainda legou. Enquanto os homens do di- de histórica afirmando que è 0 não nos deram, os estudos técni- reito, reunidos em congressos, se nosso. Sim, o nosso século já foi cos, todas as maravilhas descorti- empenharem em reconstruir, so- cognominado o "Século da Enge- nadas pelo gênio e pelo patriotis- bre a terra, o "habitat" para a li- nharia". Século da engenharia mo de Paula Souza, a culpa não berdade, os homens da técnica, es- porque devemos a esta, inegável- cabe, evidentemente,, à seriedade palhados pelas ruinas fumegan- mente, a remodelação da terra sob . com que eles se desenvolvem no tes,r empenhar-se-ão em recons-o aspecto técnico. :i ¦ ¦ . . austero solar do Marquês de Três ' ¦ trüir o "habitat" para o homem. Rios. No ato da instalação da Escola A. lei federal cujo aniversário es-Politécnica de São Paulo, fez-se Ainda há poucos dias, falando mos comemorando regulamentou ouvir, também, o seu primeiro di- na cerimonia de colação de grau como se sabe, a profissão de en-retor: Paula Souza. "Sim, srs., — aos novos engenheiros da TJniver- genheiro no Brasil. Reguiamen-disse, então, o inolvidável mestre sidade do Brasil, declarou o sr. mi- tar, no caso em apreço, é sinôni-— se fossem comesinhos ao nosso nistro Gustavo Capanema, titular mo de valorizar. A lei não fez ou-povo os conhecimentos técnicos, da pasta da Educação e Saúde, tra coisa, com efeito, senão fixar teríamos, graças à reconhecida in- que o nosso país vê na engenha- ¦ fronteiras: aquelas dentro das téligência e natural perspicácia ¦ ria uma de suas condições essen- quais podem movimentar-se os tidos filhos desta terra, uma indús- ciais: o desenvolvimento econômi- tulares de um diploma que lhes tria variada, próspera e bem diri- Co, a mobilização industrial, todo o deu, com o conhecimento da téc-gida. Essas riquezas fabulosas que nosso sistema de enriquecimento nica, as correspondentes informa-existem ocultas no nosso solo e sub- e de trabalho está vinculado à ' ções da ciência. Represar as águas solo, nas nossas extensas matas e profissão de engenheiro. Poderia escachoantes ae um rio, perfurar campinas, nos nossos caudalosòs ter s. excia. acrescentado que a . uma montanha, rasgar avenidas, rios e impetuosos ribeiros seriam prosperidade do Brasil está ocul- icar viadutos, fincar no solo colu-convenientemente aproveitadas; ta na terra ou, então, correndo, à nas de cimento armado, extirpar o em nosso próprio lar encontraria- superfície, sob a forma de águas ventre da terra e arrancar dele o mos facilmente o que hoje, com turbulentas e cantantes. O carvão El-Dorado que nos aguarda, são, grande dispêndio, necessitamos e o ferro, de um lado, a hulha na realidade, milagres da técnica, importar- do estrangeiro. E, o que branca, de outro, são recursos que Mas atrás do técnico está o ho-é mais importante, srs., o hábito andam por aí à espera do enge- mem de imaginação e de pensado método, o cumprimento do de- nheiro, para poderem ser aprovei- mento, cuja formação intelectual ver, a previdência calma e refle- tados em benefício da nossa pu- universitária lhe dá incontestável tida, o espírito de ordem, são. qúa- jança econômica. 'direito à gratidão da pátria, lidades inerentes, essenciais para qualquer indústria possa vingar e Somos um dos mais ricos paises Os conhecimentos técnicos po-prosperar; e nós nos acharíamos do mundo em minerais estratégi- dem ser adquiridos com a práti-então em condições de evitar os cos- 9 ac*3etivo estratégico traz- ca, mas técnico não é sinônimo de dissabores, os desgostos e prejui- -nos à lembrança um fenômeno prático. Técnico é cientista, por> zps que ora sofremos", doloroso: a guerra. Quando se diz, que a técnica não é senão a apli-i- ,,-V • ¦ •¦ contudo, que é o Brasil riquíssi- cação da ciência a um fato real. esÍTS ,tecnicos irnprln}iram, mo em minerais de que a guerra :A técnica é função de orientador; em verdade, a nossa formação es- precisa, temos em vista mostrar o a prática, de executante. O téc-piritual um rumo cuja importan- papel preponderante que nos cabe nico estuda e resolve; o prático cia tem sido demonstrada pelos desempenhar na obra de recons- limita-se a cumprir. A diferença próprios fatos. Eles disciplinaram trução do mundo. Vai caber, sem que existe entre ambos é a que o nosso espirito, disciplinando, ao dúvida, aos' homens da lei, o es- existe entre o cientista e o empí-mesmo tempo, o nosso desenvolvi- forço de restabelecer o equilíbrio ; rico. Ruy falou, freqüentemente, mento._ o gosto excessivo da de- político do mundo, dando às so- em "ministério da advocacia"; eu clamaçao ¦ cedeu o lugar ao habi- ciedades civilizadas fôrmas está- falo em "ministério da engenha-to das pesquisas. Abandonamos o veis baseadas no respeito às nos- ria" e ergo a minha palavra, nu-terreno das abstrações e mergu- sas liberdades essenciais. Mas aos ma saudação afetuosíssima, a tolhamos em cheio na realidade. Pi- engenheiros caberá um esforço dos quantos, com inteligência e zemos da grandeza da nossa ter- correspondente: reconstruir as ei- método, fiéis ao exemplo e às lira matéria de estudo e nao mero dades, fazendo com que voltem a ções de Paula Souza elevam a motivo para as peroraçoes em pi a- funcionar os dínamos propulsores profissão à altura em que hoje a ça publica Submetemos o nosso da civilização e do progresso. Ca- vemos, cercada pela admiração e esforço a disciplina do método e berá aos engenheiros restaurar os pelo respeito de São Paulo e do represamos a caudal da nossa monumentos que a história nos Brasil